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Legisladora indica inclusão do livro História Preta das Coisas nas redes de ensino

Publicado em: 22/08/2022 17:11
Editoria: Notícia

Deputada Olívia Santana (PCdoB)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Adotar providência com o objetivo de incluir no currículo das redes de ensino público do município de Salvador e do Estado da Bahia o livro História Preta das Coisas: 50 Invenções Científico-tecnológicas de Pessoas Negras é o que propõe a deputada Olívia Santana (PCdoB) em indicações endereçadas ao governador Rui Costa e ao prefeito da capital baiana, Bruno Reis.

Nos documentos encaminhados através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a parlamentar diz que a Lei 10.639, sancionada em janeiro de 2003 pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e que trata da obrigatoriedade da inclusão do estudo da história e cultura afro-brasileira e africana na rede de ensino público e privado do Brasil, é “um marco legal inovador e imprescindível para o avanço civilizatório da sociedade brasileira”.

“Nessa linha, o livro em destaque, de autoria de doutora Bárbara Carine Soares Pinheiro, presta grande contributo pedagógico para a consecução dos objetivos fundamentais da referida legislação, ao tempo em que faz necessária homenagem ao conjunto de cientistas e criadores negros e negras do Brasil e do mundo”, explica a legisladora.

Segundo ela, História Preta das Coisas é uma obra didática e fonte de informação e acesso ao conhecimento da produção científico-tecnológica de pessoas negras. “É um livro singular, porque corrige lacunas voluntárias ou involuntariamente deixadas pela historiografia eurocêntrica, revela invenções de cientistas africanos e da diáspora no campo da medicina, química, física, biologia e suas aplicações em diversos ramos industriais e oferece um instrumento poderoso de descolonização do pensamento”.

Olívia afirma ainda que a pluralidade de conhecimentos e criações essenciais para existência das sociedades contemporâneas está presente em História Preta das Coisas. “É um convite para desembaçar a visão, descontaminar a mente e livrar-se das grades projetadas pelo preconceito e pelo racismo. Proporcionar o contato de crianças e adolescentes, especialmente na rede pública de ensino, é uma medida primordial de ação afirmativa, tendo em vista a promoção da educação inclusiva, antirracista e formadora de cidadãs e cidadãos preparados para os desafios atuais e construção de um futuro melhor”.

Professora do Departamento de Química da Universidade Federal da Bahia, a doutora Bárbara Carine Soares Pinheiro é, de acordo com Olívia Santana, uma intelectual comprometida com a educação pública, dedicada pesquisadora com reconhecimento nacional em face da produção acadêmica e ativo engajamento social em favor de comunidades e grupos mais vulneráveis.

“Autora de diversos livros e textos científicos, Pinheiro oferece em História Preta das Coisas um guia para que as crianças e adolescentes negros e negras se vejam representados e sejam estimulados a buscar mais informações e conhecimentos sobre si, suas famílias e as próprias comunidades onde estão inseridos. Com efeito, História Preta das Coisas é um grande referencial para estudantes, professoras e professores. É um livro atual e necessário”, diz Olívia.

Ela informa também que a proposição nasce de um pedido oficializado em seu gabinete pela União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro), para que o mandato “tomasse providência a fim de indicar essa proposição justa, necessária e oportuna”.





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