Artesanatos, roupas, bijuterias e outros produtos estão à venda na Feira Solidária de Economia Criativa do Movimento de Articulação e Inclusão Social (Mais), que começou nesta segunda-feira (29), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Com estandes dispostos no corredor em frente ao refeitório da Casa, o evento segue até a sexta-feira, 2 de setembro.
De acordo com Léo Oliveira, que faz parte da organização do evento, o Mais é uma instituição do bairro de São Cristóvão que tem como objetivo ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade social. “A iniciativa da feira é justamente essa: levantar a autoestima dessas mulheres e integrá-las no meio social, gerando um lucro, uma renda para elas, já que estamos vindo de uma pandemia em que muitas pessoas perderam seus empregos”, disse Oliveira.
De acordo com ele, a feira era inicialmente proposta como de artesanato. “Com a procura de outras participantes, a gente conseguiu trazer mais segmentos. Então, temos roupas, temos alimentos, temos bolsas de couro, sapato de couro e diversos artesanatos, de crochê, miçangas e outros”.
Uma das expositoras, Conceição Aparecida Abreu disse chegar com confiança à Feira Solidária e que está gostando bastante da participação. “Eu trago reaproveitamento de coisas que iriam para o lixo, como garrafas de vidro, potes de requeijão cremoso, de creme de hidratação de cabelo. Tudo isso, eu reaproveito, enfeito, e vira porta-treco, vira vaso de planta, vira porta-algodão, porta-cotonete e garrafas decoradas de licor de São João”, explicou. Segundo ela, “é preciso pensar no meio ambiente, em tudo isso que é descartado sem necessidade, que as pessoas consomem e jogam fora sem nenhum critério”.
Para Lucineide, empreendedora e proprietária da empresa de moda Praia e Fitness, a oportunidade de participar da feira é ótima para mostrar os produtos de fabricação própria. Biquínis e outras peças de praia estão em exposição em seu estande. “A expectativa realmente é de divulgar e vender. Eu sou formada em design de moda, e nós temos uma confecção própria, um ateliezinho montado com três costureiras”, contou ela.
Outra empreendedora, Silvielen Braga Santos trouxe brincos, colares e pulseiras da sua marca de produção própria, a Negra Sil Acessórios, para a feira. “É a segunda vez que eu participo. Estou vendo como uma boa oportunidade de adentrar aqui na Assembleia, conhecer pessoas, colocar os acessórios e outros produtos para as pessoas conhecerem e ganhar essa visibilidade. É muito legal estar aqui”, valorizou.
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