O aniversário de emancipação política e administrativa de 100 anos de Ruy Barbosa, completados no dia 28, e o de 61 anos de Camacan, no dia 31, foram parabenizados pelo deputado Pedro Tavares (UB) em moções de congratulações apresentadas na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
No documento referente à centenária Ruy Barbosa, Tavares conta que as primeiras penetrações no território do atual município decorreram das entradas de bandeirantes paulistas, chefiadas, entre outros, por Brás Rodrigues de Aragão, que, em 1671, chegou a Salvador, logo se transferindo para Cachoeira onde fixou a base das operações contra os silvícolas da Serrá do Orobó. Derrotados, os indígenas se dispersaram pelas matas do sul da capitania.
Segundo o parlamentar, em 1769, o conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra tomaram posse de 12 sesmarias na jurisdição da freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, compreendidas entre os rios Capivari e das Piranhas e as serras do Orobó e do Tupim, pertencentes a Guedes de Brito, ganhas em litígio judiciário. Três anos depois, Gaspar de Araújo Pinto adquiriu as referidas terras, dentre outras, a fazenda Brejo Grande da Serra do Orobó.
Ao capitão Inácio de Araújo Pinto coube a sucessão das terras da fazenda Orobó Grande, onde iniciou, com os irmãos, a construção de uma capela, no centro da praça Castro Cincurá, mais tarde demolida. De um ponto de pouso dos viajantes, que demandavam às lavras diamantinas, surgiu, na fazenda Orobó Grande, uma rancharia e, em torno dela, um pequeno povoado que conservou esse mesmo topônimo. Em 1884, foi essa povoação elevada à freguesia com a denominação de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande.
Tavares lembra que, após receber autonomia administrativa em 25 de junho de 1914, Orobó passou à atual denominação de Ruy Barbosa, em homenagem ao grande jurista, ao ser elevada a sua sede à categoria de cidade, em 1922, por efeito da Lei estadual nº 1.601, de 28 de agosto daquele ano.
A respeito da cidade da região cacaueira Camacan, Tavares diz que a ocupação do lugar começou quando, em 1892, um grupo de agricultores, residentes à margem do rio Pardo, fez uma viajem de reconhecimento até as nascentes do rio Panelão. Esta excursão foi comandada por Antônio Elias Ribeiro e Manoel Elias Ribeiro, que fizeram o plantio dos primeiros cacauais na região.
O parlamentar explica que as enchentes do rio Pardo, em 1895 e em 1905, destruindo grande parte das lavouras às suas margens, provocaram uma emigração dos agricultores locais. Muitos se fixaram no vale do Panelão, onde podiam desenvolver o plantio de cacau sem o perigo das enchentes. Depois, veio a grande cheia do rio Pardo, em 1914, expulsando ainda mais gente para o vale do Panelão, o que fez surgir os primeiros núcleos de povoação da atual cidade de Camacan. De acordo com Pedro Tavares, o nome do lugar vem de seus primitivos habitantes, os índios Camacã.
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