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Clube de Xadrez é criado na Casa Legislativa

Publicado em: 04/04/2023 08:53
Editoria: Notícia

Neivaldo Lopes Oliveira informou que a instituição vai ser registrada em cartório neste mês de abril
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Um jogo que teria surgido na Índia com o nome de Shaturanga e que depois se espalhou para a Rússia, Pérsia e Europa também chegou ao Parlamento baiano. Em dezembro passado, um grupo de servidores da Casa das Leis começou a planejar o desenvolvimento do jogo e em pouco tempo eles conseguiram transformar a iniciativa em realidade, com a fundação, em 2 de março de 2023, do Clube de Xadrez da Assembleia Legislativa da Bahia, CX-ALBA, uma sociedade civil sem fins lucrativos. Com oito capítulos e 59 artigos, eles organizaram o estatuto do clube, estabelecendo, dentre outras coisas, quem pode integrar o quadro social; os direitos, obrigações e penalidades dos associados; e ainda as competências da diretoria e do conselho fiscal.

Neivaldo Lopes Oliveira, funcionário da Coordenação Gráfica há 32 anos, é o primeiro presidente do CX-ALBA. Ele conta que, para criar a entidade, a ser registrada em cartório de Salvador agora em abril, seguiu as orientações do advogado Breno Valadares, ex-superintendente de Assuntos Parlamentares da ALBA, que já tem uma vasta experiência na prática do esporte, tendo, inclusive, graduação de mestre em xadrez e árbitro da Federação Internacional de Xadrez (Fide). Por enquanto, revela o dirigente, os 29 praticantes se reúnem para jogar as partidas de segunda a sexta, das 13 às 14 horas, em uma das salas das comissões legislativas, aproveitando o horário do almoço. Os associados do novo clube se cotizaram, adquiriram um relógio para marcação do tempo das partidas e também compraram cinco conjuntos de tabuleiros com peças em material polipropileno, no padrão oficial dos torneios.

O presidente do CX-ALBA garante que são inúmeros os benefícios para quem está praticando este esporte. “Ajuda na criatividade, no raciocínio lógico, aprende a ser focado, a ter uma dinâmica mais eficiente para a solução de problemas. Nossa intenção é mostrar para essas pessoas que elas podem usufruir disso aplicando ao trabalho profissional”, salientou.

Uma partida de xadrez é realizada em um tabuleiro, com dois praticantes, que se movimentam em 64 peças casas, utilizando 16 peças brancas e 16 peças pretas. O jogo é uma batalha que se desenvolve entre os peões, bispos, torres, cavalos, rainhas e reis, com a finalidade de ameaçar o rei na própria casa, derrubar sua majestade e vencer a partida. Neivaldo Lopes diz que para este famoso e conhecido “xeque-mate” acontecer, é preciso que todas as peças do tabuleiro sejam movimentadas em equipe, de modo a eliminar o rei. “No xadrez, não existem limites para o sacrifício das peças. Deve-se elaborar uma estratégia, utilizando um determinado número de peças, para obter a vitória”, ensina.

O presidente do CX-ALBA esclarece também que pode ocorrer empate em uma partida quando os adversários repetem uma jogada por três vezes em sequência, sinalizando que estão concordando com o resultado. “O aperto das mãos é uma praxe de boa educação na prática desse tipo de jogo”, finaliza.






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