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DIRETO DO PLENÁRIO

Publicado em: 24/04/2023 20:05
Editoria: Notícia

Presidente da ALBA, deputado Adolfo Menezes
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

O pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia dominou as falas dos deputados inscritos no pequeno expediente da sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) desta segunda-feira (24). Os trabalhos foram dirigidos, inicialmente, pelo presidente Adolfo Menezes e, depois, pelo vice-presidente da Casa, deputado Zé Raimundo Fontes (PT).


Luciano Simões Filho (UB) registrou seu entendimento de que a CPI não traz no escopo referência à Reforma Agrária, mas sim sobre invasões de terra encampadas pelo movimento. O parlamentar defendeu que a comissão contemple a pluralidade dos partidos da Casa.

Hilton Coelho (Psol) argumentou que as ações do Abril Vermelho do MST ficam nas terras improdutivas que, segundo a Constituição, precisam ter função social. Ele convidou os colegas a assinarem seu pedido para outra CPI, a da Grilagem das Terras Públicas.


O presidente Adolfo Menezes informou ao plenário que o parecer da Procuradoria Jurídica da ALBA, sobre a admissibilidade ou não da CPI do MST, deve ficar pronto na quarta-feira (26). Ele ratificou ser a favor da Reforma Agrária, obedecendo todo o processo legal.


Leandro de Jesus (PL), autor do requerimento pela abertura da comissão, enfatizou a necessidade de sua instalação ao relatar a ação das centenas de famílias Sem Terra, no último final de semana, que ocuparam fazendas em três regiões da Bahia.

Pedro Tavares (UB) registrou que a população de Itapetinga está em uma situação delicada na área da saúde, com o fechamento da emergência do hospital Cristo Redentor. Ele fez apelo para que o Governo do Estado construa um hospital regional na cidade.


Marcinho Oliveira (UB) se solidarizou com as regiões Sul e Extremo Sul da Bahia, onde fortes chuvas voltaram a provocar alagamentos. O deputado registrou sua indicação ao Governo do Estado pela criação de um fundo no orçamento para emergências climáticas.


Olívia Santana (PC do B) saiu em defesa do MST, condenando o que chamou de ‘demonização’ do movimento, enquanto se faz a ‘divinização’ do agronegócio. A deputada saudou ainda os 71 anos da APLB Sindicato, homenageando seus ex-dirigentes.


Dr. Diego Castro (PL) se contrapôs à fala da deputada, afirmando que o agronegócio na Bahia foi responsável por 25% do PIB durante a pandemia. Ele também criticou a proposta do PT que cria imposto sobre propriedade de armas para financiar a segurança das escolas.

Fabíola Mansur (PSB) elogiou a criação do Comitê Estadual Intersetorial de Segurança nas Escolas (Cise) pelo governador Jerônimo Rodrigues, porém reivindicou a participação da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa na composição do colegiado.


Pablo Roberto (PSDB) comemorou o retorno, após três anos de pandemia, da tradicional Micareta de Feira de Santana, ocorrida neste final de semana. O tucano destacou o exemplo de civilidade e parceria entre os gestores municipal e estadual em prol da festa.


Robinho (UB) comentou as novas imagens do circuito interno do Palácio do Planalto durante os atos golpistas do dia 8 de janeiroEle também aproveitou para convocarseus pares para reunião com produtores rurais do Estado, nesta terça(25), às 14h, na ALBA.


Tiago Correia (PSDB) se associou à fala do colega, reforçando o convite da reunião, no Auditório Jornalista Jorge Calmon da ALBA, para debater as invasões de terras. O deputado trouxe, em sua fala, dados do Incra sobre a existência de 699 projetos de assentamento na Bahia.


Robinson Almeida (PT) registrou sua posição contrária à instalação da CPI do MST, por não ver fato determinado, já que “o Estado tem promovido, dentro da lei, a reintegração de posse, quando solicitadapela justiça”. Ele também saudou a Micareta de Feira de Santana.


 
 
 


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