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Lançamento de livro de Florisvaldo Mattos movimenta o MAB

Publicado em: 25/04/2023 22:41
Editoria: Notícia

O deputado Adolfo Menezes reafirmou o seu compromisso e do Poder em preservar e incentivar a cultura da Bahia
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA
O saguão do Museu de Arte da Bahia (MAB) ficou pequeno para acomodar as mais de 400 pessoas que foram ao lançamento do livro “Academia dos Rebeldes – e Outros Exercícios Redacionais”, do jornalista Florisvaldo Mattos, publicado pelo programa ALBA Cultural. O presidente Adolfo Menezes, o vice-governador Geraldo Júnior, o reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo César Miguez, desembargadores e outras autoridades prestigiaram o ato, bem como confrades do autor da Academia de Letras da Bahia, membros do Instituto Geográfico e Histórico, professores universitários, escritores, poetas, jornalistas, ex-alunos, cineastas, admiradores e amigos.

Emocionado com a presença maciça de amigos, Florisvaldo Mattos, do alto de seus 91 anos recém-completados (no último dia 8), autografou cerca de 300 exemplares, uma maratona que excedeu em três horas o ato formal de lançamento, que constou de dois breves pronunciamentos. Dele próprio e do deputado Adolfo Menezes, que agradeceu o privilégio de publicar “esse trabalho intelectual de fôlego” do professor Florisvaldo Mattos, que eleva o nível do programa editorial executado pelo Legislativo, desde o ano de 1998, e que já editou cerca de 350 títulos, “o que não é pouco para uma Casa Legislativa”.

COMPROMISSO

O deputado Adolfo Menezes reafirmou o seu compromisso e do Poder, “que tenho a honra de presidir, em preservar e incentivar a cultura da nossa terra e da nossa gente, e de aproximar ainda mais o Parlamento das instituições culturais baianas”. Ele parabenizou o autor pela lucidez, vigor, e avisou que falaria da vitoriosa carreira construída por Florisvaldo Mattos, em mais de 50 anos de atuação como jornalista, em que “demonstrou talento, capacidade de trabalho, ética e competência nos variados cargos que ocupou, repórter, articulista, editor e editor-chefe, de órgãos da importância de A Tarde, da chefia de redação do Diário de Notícias ou da chefia da sucursal baiana do Jornal do Brasil”.

O presidente da ALBA tratou ainda de outros cargos ocupados por Florisvaldo, como a presidência da Fundação Cultural do Estado, bem como da sua eleição para a Academia de Letras da Bahia, em 1995. Depois citou todos os livros por ele publicados, quando se aventurou por gêneros variados, embora esteja claro a sua preferência pela poesia, desde a sua estreia literária com a publicação de Reverdor, em 1965, “um livro de poesia”, frisou. Adolfo Menezes encerrou o seu pronunciamento com uma frase do escritor Monteiro Lobato: “Acredito, como Lobato, que um país se faz com homens e livros”.

Florisvaldo Mattos explicou que “Academia dos Rebeldes e Outros Exercícios Redacionais” reúne um conjunto de 42 artigos, cuja redação abrange variadas linguagens artísticas, tais como poesia, literatura, artes plásticas, música e cinema, além de movimentos socioculturais e jornalismo. Ele escreveu indo direto ao assunto, “fiel às regras de gramática e sintaxe, redigindo sempre frases legíveis, compostas por palavras simples, que não abrissem janelas ao assombro, não se enredando com teorias estéticas, de cujas as teias abstratas não conseguisse desgarrar”.

Abordou a importância da “erupção das primeiras chamas intelectuais da Semana de Arte Moderna de 22, travada pelo conservadorismo da época, como foi a Academia dos Rebeldes (1928-1933)”,que empresta o nome ao título do seu livro, revelando jornalistas e políticos que fizeram fama nos anos posteriores. Ele alinhou na obra 14 biografias sintéticas dos mais atuantes membros desse movimento. Lembrou da importância da Geração Mapa, que também aborda no livro, e revelou que, “no campo das artes, ousou outras aventuras verbais, como o cinema, recordando Glauber Rocha. Na música, uma homenagem a Batatinha, e a poesia boêmia de Jehová de Carvalho”. Encerrou com uma pitada de latim: “Alea jacta est”, ou a sorte está lançada, como disse Júlio César ao atravessar o rio Rubicão.

                                                                                                           PRESENÇAS 

  Além de Florisvaldo Mattos e esposa, Vera Pessoa, compuseram o espaço reservado às autoridades o presidente Adolfo Menezes; o vice-governador Geraldo Júnior; o reitor Paulo Miguez; o presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), jornalista Ernesto Marques; o assessor especial da Secretaria de Turismo, Fernando Ferrero, representando o secretário Maurício Bacelar; a defensora pública Mônica Aragão, que representou a titular da Defensoria, Firmiane Venâncio; e a diretora do Museu de Arte da Bahia, Ana Liberato.

Também estiveram na solenidade o presidente da Academia de Letras da Bahia, Ordep Serra; acadêmicos como Ruy Espinheira Filho, Décio Torres, Carlos Ribeiro; intelectuais como Paulo Ormindo; compositores e poetas como Walter Queiroz; professores universitários como Aloísio da Franca Rocha, Albino Rubim (ex-secretário de Cultura), Jorge Lisboa de Paula, Oscar Dourado, Vanessa Cavalcanti; e representantes do Instituto Geográfico e Histórico, como Rita Chaves; e da ABI, como Luis Guilherme Pontes Tavares e Valter Lessa.

Prestigiaram o lançamento os escritores Paulo Martins, Marlene Landim (viúva do artista plástico Ângelo Roberto); a dramaturga, escritora e poeta Aninha Franco; e Vitória Régia Sampaio, do grupo Mulheres Poetas. Também compareceram o escritor e animador Cultural Clarindo Silva; o desembargador do TRT, Alcino Felizola; e Cybeli Amado de Oliveira, do MEC. E ainda, o cineasta Roberto Santana e pesquisadores dirigentes de Museu, como Maria Pia e Eliene Bina, e o advogado Pedro Barachisio. E muitos jornalistas, como a diretora do jornal A Tarde, Mariana Carneiro, João Leite, Artur Carmel, Kaliandra Gonzales, José Cerqueira, Itamar Ribeiro, Vitor Hugo Soares, Margarida Soares, Nestor Mendes Júnior, Osvaldo Lyra, Levi Vasconcelos, Olívia Soares – a grande maioria ex-alunos de Florisvaldo Mattos.



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