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Dia da Taquigrafia é celebrado na Assembleia pelo Detaq

Publicado em: 03/05/2023 07:31
Editoria: Notícia

Atividade é exercida diretamente no plenário durante as sessões
Foto: NeuzaCostaMenezes/AgênciaALBA

Em 3 de maio de 1823, era instituída oficialmente a profissão do taquígrafo parlamentar no Brasil. Nesta terça-feira (3), completam-se 200 anos do reconhecimento, em nosso país, dessa técnica milenar. A passagem da data comemorativa foi destacada pela gerente do Departamento de Taquigrafia (Detaq) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Marilanja Pereira.


A profissional frisou que a taquigrafia se constitui como técnica precursora dos diversos meios de comunicação e tem como objetivo dar publicidade e visibilidade aos discursos e debates parlamentares. “É um instrumento que sobrevive a todas as inovações tecnológicas criadas ao longo dos últimos anos. Em tempos de guerra cibernética, de hackers, de deepfakes, a função do taquígrafo, ao contrário do que muitos pensam, ganha ainda mais relevância. Esse trabalho feito a muitas mãos não é passível de adulteração, de corrupção ou de deslize”, enfatizou.


A preocupação do taquígrafo, explicou a gerente, sempre será a integridade do pronunciamento, primando principalmente pela fé pública, pela prerrogativa de atestar a veracidade e a legitimidade dos atos e fatos. “Não se trata apenas de anotar literalmente palavras proferidas, mas de acompanhar toda a dinâmica gerada no ambiente de plenário, de muitas manifestações e de situações de comunicação não verbal, silêncios e ausências de falas que muitas vezes comunicam”, contou.

Marilanja falou ainda dos desafios enfrentados pela profissão na era digital e destacou o trabalho do departamento que dirige na Casa. “O avanço da tecnologia vem para somar, a exemplo da transcrição automática que o Detaq utiliza atualmente, conferindo mais agilidade na execução da tarefa. O Detaq, além de publicar as notas taquigráficas na íntegra, é responsável pela gestão e execução do ALBAVox - Discursos Online com os estatísticos da atuação parlamentar e fichamento dos discursos, separando-os por temas e por oradores, de modo a obedecer ao que preconiza a Lei de Acesso à Informação, que permite que todos os cidadãos brasileiros tenham direito de receber informações de interesse público”, relatou.




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