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Fabíola Mansur aplaude João Jorge Rodrigues, novo presidente da Fundação Palmares

Publicado em: 03/05/2023 06:45
Editoria: Notícia

Deputada Fabíola Mansur (PSB)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
A deputada Fabíola Mansur (PSB) inseriu na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa uma moção de aplausos ao fundador do Olodum, João Jorge Santos Rodrigues, que se tornou o atual presidente da Fundação Cultural Palmares após cerimônia de posse no dia 27 de abril, em Brasília.
“Que Rufem os Tambores! Mestre em Direito, fundador do Olodum, com longa experiência na cultura afro-brasileira, João Jorge Santos Rodrigues agora é presidente da Fundação Cultural Palmares”, escreveu a parlamentar, no documento.

Segundo Fabíola, os laços históricos entre Brasil e África atravessaram toda a cerimônia de posse de João Jorge. “Além do hino nacional brasileiro, foi executado (no evento) o hino da África do Sul, em homenagem ao Dia Nacional do país, o Dia da Liberdade. Celebrada no mesmo dia que a posse, a data relembra a primeira eleição democrática sul-africana, realizada em 27 de abril de 1994, o pleito resultou na eleição de Nelson Mandela, o primeiro presidente negro do país”.

A legisladora socialista citou o discurso de posse de João Jorge, que relembrou o histórico de resistência do corpo de servidores da fundação e disse que a Palmares é do povo brasileiro. Fundada em 1988, a Fundação Cultural Palmares é uma entidade vinculada ao Ministério da Cultura. É a primeira instituição pública voltada à promoção e à preservação dos valores culturais, históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.

“O governo Lula acertou em convocar esse ilustre baiano para presidir a importante instituição depois de quatro anos de um governo negacionista. Nos últimos tempos, a Fundação Palmares foi palco de polêmicas. O ex-presidente da entidade chegou a chamar o Dia da Consciência Negra de Dia da Vitimização do Negro”, declarou Mansur.

Ela recordou ainda que, na ocasião da posse, o novo presidente “anunciou a retomada da logomarca tradicional da instituição, o machado de Xangô, e o desuso da marca antiga, elaborada pelo governo anterior, em desconsideração à herança cultural afro-brasileira”. Contou também que, na cerimônia, a ministra da Cultura, Margareth Menezes relembrou a trajetória de luta do dirigente, tanto pela igualdade racial quanto pelo direito à cultura.

De acordo com a deputada, a ministra reforçou a importância da cultura para mudar mentalidades e, consequentemente, combater o racismo. “Agora, tenho certeza, vamos assistir à criação de medidas para inclusão e reconhecimento da cultura afro-brasileira. João Jorge vai reconstruir a Função Palmares”, concluiu Fabíola Mansur.




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