O Dia do Taquígrafo, celebrado nesta quarta-feira, 3 de maio, foi lembrado por muitos oradores inscritos, que homenagearam a equipe do setor da Casa, composta majoritariamente por mulheres, durante o pequeno expediente da sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Com duração regimental de 45 minutos e dirigido pelo vice-presidente da Casa, deputado Zé Raimundo Fontes (PT), o horário foi utilizado para os deputados repercutir suas agendas, pautas e posicionamentos.
Dr. Diego Castro (PL) usou a tribuna para criticar a proposta de aumento salarial de 4%, anunciada pelo Governo da Bahia, aos servidores públicos estaduais. Ao defender, entre as categorias, a valorização dos agentes da segurança, o liberal pediu que o Executivo aprecie sua indicação pela criação de uma Universidade da Polícia Militar do Estado da Bahia.
Hilton Coelho (Psol) também foi de encontro à oferta do Governo do Estado ao funcionalismo público, definindo o reajuste como uma “recomposição inflacionária”. Segundo ele, não houve “mesa de negociação” com as entidades que representam as categorias de servidores, que foram chamadas apenas para conhecer a proposta.
Samuel Junior (Republicanos) lembrou que também se comemora, em 3 de maio, o Dia do Parlamento, saudando todos os colegas nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional, além de fazer uma saudação especial aos vereadores, “legisladores que estão na ponta, como uma espécie de ‘para-choques’”, definiu o republicano.
Robinson Almeida (PT) registrou que a reunião da bancada da maioria com o governador Jerônimo Rodrigues, pela manhã, detalhou o pacote de medidas ao funcionalismo público em diversas áreas. Segundo ele, além do reajuste de 4%, outras iniciativas, como a aplicação do piso nacional da educação, projetam um impacto de R$1,3 bilhão em 2023.
Raimundinho da JR (PL) criticou o serviço prestado pelas concessionárias de rodovias na Bahia, a exemplo da Via Bahia (BR-324) e a Bahia Norte (BA-099). Além da falta de manutenção e limpeza das pistas, o deputado relatou que, nesta quarta, apenas duas das seis cancelas funcionavam no pedágio de Camaçari, causando grande engarrafamento.
Eures Ribeiro (PSD) chamou a atenção para as oportunidades, na economia e geração de emprego e renda dos municípios baianos, com a proximidade dos festejos juninos, saudando o retorno dos eventos de São João e São Pedro, interrompidos nos últimos anos pela pandemia. Ele também lamentou o cancelamento da tradicional festa em Barreiras.
Leandro de Jesus (PL) definiu como derrota do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a retirada da pauta de votações da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (2), do projeto de lei que estabelece regras de combate às fake news. Para o liberal, “o PL visa calar opositores, controlar as pessoas, a imprensa e a informação”.
Paulo Rangel (PT), em resposta à manifestação do colega de Parlamento, questionou a qual país se refere o discurso, definido pelo petista como “fora da realidade” por aventar ameaças de censura e ditadura no Brasil. Rangel sustentou ainda que, em seis mandatos na Casa, sempre primou pelo cavalheirismo e muito respeito às ideias de seus pares.
Matheus Ferreira (MDB) dedicou sua fala ao Dia do Taquígrafo, celebrando os profissionais da ALBA que se dedicam a registrar, “com precisão e agilidade”, as palavras e ações no plenário. Para o emedebista, esse trabalho garante a transparência, qualidade e a confiabilidade dos registros, ajudando a preservar a história e a memória dos discursos. Também prestaram um tributo às taquígrafas da Casa os deputados Hilton Coelho, Samuel Junior, Raimundinho da JR e Paulo Rangel.
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