Quatro municípios da base eleitoral de Marcinho Oliveira (PDT) fazem aniversário de emancipação política neste sábado (13) e o parlamentar comemorou apresentando moções de congratulação na Assembleia Legislativa. Serrinha é a localidade mais antiga, completando 150 anos de fundação. Caturama, Itatim e São Domingos chegam aos 37 anos.
Em todas as manifestações, Marcinho revelou o prazer de representar os municípios na Assembleia Legislativa, reafirmando “o compromisso de atuar como interlocutor junto às esferas estadual e federal, buscando políticas públicas e recursos que promovam o desenvolvimento sustentável, ampliem as oportunidades de emprego e renda e melhorem a qualidade de vida de toda a sua população”.
Sobre Serrinha, ele disse que a história remonta a tempos anteriores à própria colonização portuguesa, considerando o período em que a região era habitada pelos indígenas beritingas, da nação cariri. Em 1646, prossegue o pedetista, os jesuítas chegaram e iniciaram o processo de catequização. No Século XVII, foi aberta a Estrada das Boiadas, que ligava Salvador ao Rio São Francisco, fazendo com que a localidade passasse a sediar fazendas de gado, integrando-se às rotas comerciais do interior baiano.
“Ao completar 150 anos, apresento esta moção de congratulações como profunda homenagem ao povo serrinhense — uma gente que, desde os tempos dos indígenas beritingas e dos tropeiros da Estrada das Boiadas, soube construir uma cidade de referência no Nordeste baiano, com fé, trabalho e um sentido profundo de comunidade”, afirmou Marcinho.
Na moção para Caturama, o pedetista festejou a data de emancipação político-administrativa do município, “conquistada com muita luta e determinação pelo seu povo”. Ele conta que o nome da localidade advém do tupi, com a junção de katu (bom) e rama (onde), “podendo ser traduzido como o que será bom, boa sorte, boa terra ou ainda local às margens de um bom rio”. Para ele, a pluralidade de significados reflete, com precisão, a riqueza e a diversidade de um povo que soube construir sua história nas margens férteis do Rio Paramirim.
A ocupação efetiva do território municipal pelos portugueses remonta à metade do século XVIII, impulsionada pela descoberta de jazidas de ouro nas nascentes do Rio Paramirim por bandeirantes provenientes de São Paulo. “Com o assentamento das primeiras casas e a edificação de uma capela dedicada a São Sebastião, surgiu o Arraial de São Sebastião de Macaúbas — embrião da atual sede municipal”, contou.
Em relação a Itatim, o autor da moção afirmou que o município tem suas raízes fincadas em uma “história de encontros, resistências e construção coletiva”. A estrada de ferro foi instalada em 1879, originando-se no local o povoado de Tanquinho — nome derivado de um tanque de formação rochosa existente no local —, tendo as famílias Vieira Gomes e Rebouças como pioneiras dessa organização comunitária. A ferrovia permitiu o escoamento da produção agrícola para as cidades de Cachoeira e Salvador, além de viabilizar o transporte de passageiros, integrando a região ao restante da Bahia.
Por fim, o deputado destacou que nome de São Domingos está intimamente ligado à devoção religiosa de seus pioneiros. No ano de 1926, informa o legislador, o coronel Francisco Pedreira e sua esposa, D. Amélia Pedreira, adquiriram uma grande fazenda na região, então pertencente ao município de Conceição do Coité. Devotos de São Domingos, os proprietários batizaram a fazenda com o nome do santo de sua devoção — e foi em torno dessa raiz de fé que, ao longo das décadas seguintes, foi se formando a comunidade que viria a dar origem ao município.
Reportagem: Paulo Menezes
Edição: Franciel Cruz
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