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Roberto Carlos propõe incluir a cultura nordestina nos currículos escolares

Publicado em: 03/11/2026 17:11
Editoria: Notícia

Indicação apresentada por Roberto Carlos prevê valorização da história nordestina na educação
Foto: Ascom/AgênciaALBA
A inclusão da temática Cultura Nordestina, de forma transversal e interdisciplinar, nos currículos das instituições de ensino públicas e privadas do Estado da Bahia foi solicitada pelo deputado Roberto Carlos (PV) ao governador Jerônimo Rodrigues, por meio de indicação encaminhada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). No documento, o parlamentar pede ao chefe do Executivo estadual que intervenha, com esse intuito, junto à Secretaria da Educação (SEC).

“O que objetiva esse pleito é enaltecer, valorizar e preservar a nossa cultura nordestina, que constitui um dos mais importantes patrimônios históricos, sociais e culturais do Brasil”, defendeu o deputado Roberto Carlos, argumentando que a cultura nordestina é marcada pela diversidade de suas manifestações artísticas, musicais, literárias, religiosas, gastronômicas e populares.

“Sua riqueza é resultado da contribuição histórica de diferentes povos e comunidades, que construíram uma identidade regional plural, dinâmica e profundamente vinculada à formação da sociedade brasileira”, escreveu o legislador, ao justificar a proposição.

Ele aponta ainda que a Bahia, como um dos estados de maior relevância histórica e cultural do Nordeste, possui papel fundamental na preservação, valorização e transmissão desse patrimônio às novas gerações. Manifestações como o forró, o baião, o xote, o reisado, o samba de roda, a literatura de cordel, a xilogravura, as festas juninas, o artesanato, a culinária regional e as tradições dos povos e comunidades tradicionais representam, segundo Roberto Carlos, expressões significativas da memória e da identidade nordestina.

“Como parlamentar, entendo que é importante ampliar as oportunidades para que crianças e adolescentes conheçam, compreendam e valorizem a história, os saberes, as tradições e as expressões culturais de sua própria região. A ausência ou a abordagem insuficiente desses conteúdos pode contribuir para o distanciamento das novas gerações em relação às suas raízes culturais, além de favorecer a reprodução de estereótipos e preconceitos historicamente associados ao povo nordestino”, explicou o parlamentar.

DISCIPLINA TRANSVERSAL

Roberto Carlos esclarece que a proposta não pressupõe, necessariamente, a criação de uma disciplina autônoma, mas a incorporação planejada desses conteúdos aos componentes curriculares já existentes, como História, Geografia, Língua Portuguesa, Literatura, Artes e demais áreas do conhecimento, respeitadas as diretrizes curriculares nacionais e estaduais e a autonomia pedagógica das instituições de ensino.

O deputado sugere que a iniciativa poderá contemplar, entre outros temas, a história da formação cultural do Nordeste brasileiro e sua contribuição para a identidade nacional; as manifestações musicais e as danças tradicionais nordestinas, incluindo o forró, o baião, o xote, o xaxado e outras expressões regionais; a literatura de cordel, a xilogravura, a poesia popular e a contribuição de escritores, poetas, artistas e intelectuais nordestinos; e as festas populares, as tradições religiosas, as celebrações comunitárias e os festejos juninos.

“Dessa forma”, conclui ele, “a presente Indicação busca contribuir para uma educação mais contextualizada, inclusiva e comprometida com a preservação do patrimônio cultural, reconhecendo que conhecer a própria história é fundamental para a formação de cidadãos conscientes, críticos e respeitosos com a diversidade brasileira”.

Reportagem: Luciano Aguiar
Edição: Divo Araújo 


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