A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), por meio do programa A Escola e o Legislativo, recebeu nesta quinta-feira (5) mais de 40 estudantes de instituições públicas e privadas para um dia de imersão parlamentar. A programação contemplou diferentes faixas etárias e níveis de ensino, unindo cidadania, história e prática profissional.
Pela manhã, a Casa do Povo abriu as portas para os alunos do Ensino Fundamental I da Escola Municipal Dois de Julho, no bairro Trobogy, em Salvador. Já no período da tarde, foi a vez dos alunos do curso de direito da Universidade Salvador (Unifacs), integrantes do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ).
O grupo universitário esteve acompanhado pelo professor de Economia Pública e Direito Empresarial, Daniel Cavalcante, e pelo coordenador do NPJ, Ian Schoucair. Para Cavalcante, a vivência extrapola a teoria, uma vez que “as visitas são fundamentais porque os estudantes têm a chance de conhecer de perto a história do direito baiano, algo que nem sempre conseguem vivenciar na faculdade”.
O roteiro incluiu passagens por setores estratégicos da ALBA, como a Sala das Comissões, o Plenarinho Coriolano Sales, o Plenário Orlando Spínola e o Memorial do Legislativo. Palestras com servidores da Casa do Povo também integram a programação.
A coordenadora do programa, Viviane Souza, destacou a importância de conectar o aprendizado teórico à rotina da sociedade. “O contato direto permite que os estudantes compreendam como a teoria vista em sala de aula é aplicada na prática pelo Poder Legislativo. A formação precisa ir além do currículo tradicional, e quando agregamos vivências extracurriculares, construímos um perfil profissional mais completo e preparado para entender como as instituições impactam a vida das pessoas”, ressaltou.
Viviane também chamou a atenção para o acervo cultural da ALBA, como as obras de Carybé e Carlos Bastos, e como esse repertório humaniza o atendimento à comunidade. “O contato com a arte e com a história traz uma bagagem e contextualiza a nossa própria realidade. Para os futuros profissionais do NPJ, compreender o funcionamento de um espaço que muitas vezes parece inacessível à população é essencial. Isso qualifica e enriquece diretamente a assistência que eles prestam àqueles em situação de vulnerabilidade”, concluiu a coordenadora.
Reportagem: Thiago Virgílio
Edição: Franciel Cruz
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