A parceria dos movimentos sociais com a segurança pública foi considerada por unanimidade dos participantes da audiência pública realizada ontem pela manhã, pela Comissão da Promoção da Igualdade e Combate à Intolerância Religiosa, como base fundamental no trabalho para conter a violência em todo o estado.
O presidente do colegiado, deputado Bira Corôa (PT), sempre destacando a importância de combater a violência como ação de interesse de toda a sociedade baiana e não apenas como caso de polícia, pretende inclusive promover novos debates sobre o assunto, tal a necessidade e a disposição das comunidades em aumentar cada vez mais a parceria com os meios de segurança oficiais.
O parlamentar lembrou o grave problema dos pais e familiares que, na luta pela sobrevivência, são obrigados a se ausentarem e deixar filhos, sobrinhos e netos, quase todo dia, sem a devida proteção, o que facilita geralmente as péssimas companhias. Bira Corôa acha que o assunto da segurança pública tem que ser tratado inicialmente no seio das famílias, com orientação educacional, alerta dos perigos e apoio dos familiares. Bira não esqueceu também dos problemas que as mães solteiras enfrentam para criar e educar os filhos.
Entre os participantes da audiência destaque para a experiente delegada-chefe adjunta, Emília Blanco, representando o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, membros da Escola de Desbravadores, instituição ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia, oficiais da Polícia Militar do Estado, além do Sargento Abisolon, proponente da audiência e representante do movimento para criação da Polícia Humanitária Mirim.
"Fico muito satisfeito em debater a segurança pública como interesse da sociedade e não somente como ação de polícia. Vamos dedicar boa parte dos trabalhos da comissão nesse tema, pois a precupação da sociedade é muito grande para impedir o crescimento da violência. Essa parceria dos movimentos sociais com a segurança pública é importantíssima, vide os locais onde foram instaladas bases comunitárias pela Polícia Militar.
Além da segurança, aconteceram prisões de elementos ligados ao tráfico, alguns fugitivos da Justiça há muitos anos", afirmou o deputado petista, satisfeito com a diminuição da violência nessas comunidades.
O sargento Abisolon fez uma exposição minuciosa sobre sua luta para oficialização da Polícia Humanitária Mirim, lembrando que os policiais também continuam sendo vítimas da violência em todo o estado.
REDES SOCIAIS