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Maria Orge quer programa contra câncer de colo do útero

Publicado em: 13/09/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Projeto deve atingir mulheres entre 10 e 25 anos
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A deputada Maria Luiza Orge (PSD) sugeriu a instituição do Programa de Vacinação Contra o Câncer de Colo do Útero, na rede pública de saúde, para pessoas na faixa etária de 10 a 25 anos, através do Projeto de Lei n° 19.968/2012, apresentado para a apreciação dos demais parlamentares, na Assembleia Legislativa. "Solicito apoio de meus pares na aprovação da matéria em análise, que é tema relevante para a saúde de toda a população, especialmente para as mulheres, que são o principal pilar de suporte às famílias", disse a deputada.
Maria Luiza ressalta que, conforme estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esperava-se para 2008, no Brasil, 234.870 novos casos de câncer no universo feminino, dentre os quais, 18.680 de colo de útero. No mundo, o câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres, sendo responsável, anualmente, por cerca de 500 mil novos casos e pelo óbito de mais de 273 mil mulheres. Atualmente, os programas de prevenção do câncer de colo de útero, no país, têm como base o exame papanicolau e caso haja alguma suspeita clínica de lesão, a paciente é encaminhada para um exame de colposcopia, que é uma visualização ampliada e iluminada das células da superfície do colo uterino. Havendo indicação, uma biópsia será realizada. Entretanto, a dificuldades de acesso ao exame e a seu resultado, a não realização rotineira do exame, geralmente anual, e os resultados falso-negativos, conforme entende a deputada, não o coloca como a medida mais eficaz para a prevenção em massa da doença.
Para a parlamentar, como estudos epidemiológicos indicam que cerca de 99,9% dos casos de câncer do colo uterino estão associados à infecção por papilomavírus humano (HPV) oncogênico, um vírus transmitido através de contato direto, sendo responsável pela doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo, a forma mais eficiente para prevenir este câncer é a vacinação das mulheres. Segundo o parágrafo único do artigo primeiro do projeto, a faixa etária de 10 a 14 anos teria prioridade inicial para a vacinação. Isto se baseia no fato de que, como estas vacinas são profiláticas, seus resultados são melhores antes da exposição ao vírus, em pessoas que, presumivelmente, não iniciaram a vida sexual.
Aprovadas pela Anvisa, as vacinas já estão sendo comercializadas e podem ser encontradas nas principais clínicas de imunização do país, ao custo médio de R$ 400 por dose, sendo necessário tomar 3 doses. "As mulheres mais favorecidas financeiramente podem ter acesso a esta vacina, porém as populações de baixa renda, onde a incidência de câncer de colo de útero tende a ser maior, teria muita dificuldade de acesso se não fosse o suporte das autoridades políticas e os programas de imunização estaduais e municipais", defende Maria Luiza. Para ela, os exames e procedimentos disponíveis para o combate ao câncer do colo do útero como papanicolau, colposcopia e biópsia já geram custos para o sistema de saúde, podendo a vacina melhorar o custo-benefício, em virtude da eficácia na prevenção e proteção de uma parcela maior da população.



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