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Sidelvan pede campanha contra o bullying nas escolas estaduais

Publicado em: 26/09/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentar apresenta projeto para conscientização, prevenção e combate ao assédio moral
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O deputado estadual Sidelvan Nóbrega (PRB) voltou a reforçar a importância da inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao assédio moral, físico e psicológico, mais conhecido como bullying, no projeto pedagógico das escolas públicas baianas.
Segundo o parlamentar, no momento em que se discute a criminalização do bullying, uma prática muito comum no ambiente escolar, é preciso considerar que a escola e o corpo docente têm um papel fundamental no processo de conscientização, sendo necessária, portanto, a capacitação desses profissionais para desenvolver discussões, orientação e debates em prol da recuperação da autoestima do estudante.
"É preciso que os educadores estejam aptos a estabelecer uma convivência harmônica entre os estudantes, pois muitos acabam sendo coniventes com os excessos praticados dentro da sala de aula", afirmou Nóbrega, que apresentou no ano passado projeto de lei que dispõe sobre o combate ao bullying nas escolas públicas do estado.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), do IBGE, 21% dos casos de bullying ocorrem nas salas de aula e na presença dos professores.
Outra pesquisa realizada em 2009, pela Organização Não Governamental Plan Brasil, revelou que a incidência de casos na região Nordeste do país foi de 24%.
No projeto, o parlamentar chama a atenção ainda para a execução das normas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "É preciso ficar atento às regras estabelecidas no ECA, devendo a Secretaria da Educação do Estado diagnosticar e acompanhar os casos de bullying nas escolas públicas", ressaltou.

CONSEQUÊNCIAS

O bullying pode provocar diversas consequências para a vítima, dentre elas, a baixa no rendimento escolar, problemas psicossomáticos, síndrome do pânico, nervosismo, depressão, anorexia e bulemia, fobia escolar, ansiedade e, em casos mais graves, homicídio e suicídio, como a tragédia ocorrida no dia 7 de abril, na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, quando 12 crianças foram assassinadas após um ex-aluno invadir a instituição e atirar contra os estudantes.



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