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AL comemora o centenário de nascimento de Jorge Amado

Publicado em: 27/09/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento foi idealizado pelo deputado comunista Álvaro Gomes, 3º secretário da AL
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O Poder Legislativo homenageia hoje, a partir das 10h, no plenário da Casa, um dos mais prestigiados escritores brasileiros, Jorge Amado. Por iniciativa do terceiro secretário da AL, deputado Álvaro Gomes (PC do B), o centenário de nascimento de Jorge – autor, entre outras obras, de "Gabriela, Cravo e Canela" – será celebrado em sessão especial. O deputado já recebeu a confirmação de presenças ilustres, como João Jorge Amado, Myriam Fraga, o professor e cineasta Guido Araújo, o cantor Gerônimo e a ialorixá Mãe Stella de Oxossi.
Além da obra que a Rede Globo exibe, numa segunda adaptação para a televisão, Jorge Amado é autor de clássicos da literatura nacional, como "Dona Flor e seus dois maridos", "Mar Morto", "Capitães da Areia", e "A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água", entre muitos outros.
Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, numa fazenda de cacau no município de Itabuna, Sul da Bahia, e passou a infância em Ilhéus. Publicou seu primeiro romance, "O país do Carnaval", em 1931.
Além de ser o grande contador de histórias da Bahia, Jorge Amado teve destacada participação na vida política do país. Em 1935, formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. Militante comunista, exilou-se na Argentina no início da década de 40 e, ao regressar ao Brasil, foi eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). É autor da lei que assegura a liberdade de culto religioso ainda em vigor.
Em 1945, casou-se com a também escritora Zélia Gattai, com quem permaneceu até o fim da vida (antes, em 33, havia se casado com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Exilou-se na Europa até o início da década de 50, no período em que o Partido Comunista foi declarado ilegal no país.
De volta, passou a dedicar-se inteiramente à literatura e foi eleito para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Jorge Amado morreu em Salvador, em 6 de agosto de 2001.



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