A passagem do Dia Nacional do Doador de Órgãos, que é celebrado em 27 de setembro, através da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Ministério da Saúde e secretarias estaduais do setor, foi registrada na Assembleia Legislativa por meio de moção apresentada pelo deputado Pastor José de Arimatéia.
O deputado, que preside a Comissão de Saúde da Casa, afirma que "a data tem o objetivo de disseminar informações estritamente vinculadas à doação de órgãos, além de conscientizar a sociedade no geral sobre a importância do gesto que salva vidas".
Conforme relata o coordenador do Sistema Estadual de Transplante, Eraldo Salustiano de Moura, o transplante depende do entendimento da sociedade para autorizar a doação, o que envolve mudança de cultura e entendimento do processo. Moura lembrou que a doação no país só é permitida mediante a autorização de parentes de primeiro e segundo grau do doador, e destacou a possibilidade de cada cidadão necessitar de transplante em qualquer etapa da vida, disse Arimatéia.
O parlamentar frisa o desconhecimento dos profissionais da saúde ao diagnóstico de morte encefálica - etapa crucial para o processo doação-transplante. E expõe no documento o relato da presidente da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia, Márcia Chaves, que revela que "uma série questões tem atrapalhado a captação de órgãos no Estado da Bahia, tais como: a falta de informação sobre a doação de órgãos, abordagem familiar não coerente, provocando a negativa familiar, que já totaliza em 63% em todo o Brasil".
O pastor lembra dos investimentos feito pelo Governo do Estado, na contratação de profissionais da saúde para atuarem especificamente na área de doação de órgãos, cursos e seminários sobre o processo doação-transplante para estudantes do setor, treinamentos para profissionais das áreas como: diagnóstico de morte encefálica, manutenção do potencial doador de órgãos, comunicação de notícias ruins e entrevista familiar para doação de órgãos.
Nesse sentido, vale destacar que, graças às ações desempenhadas pelo Estado, o número de doadores e de transplantes vem crescendo na Bahia. A confirmação é demonstrada através de dados da Central de Transplantes. No ano de 2011, até o mês de setembro, foram realizados 253 transplantes e, em 2012, no mesmo período, foram executados 417, havendo, assim um aumento de cerca de 85%, concluiu o deputado.
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