"Morreu no último dia 27, às 11h20, no Hospital Português, em Salvador, aos 59 anos de idade, a atriz baiana Regina Dourado, vítima de complicações ocasionadas por um câncer. O falecimento de Regina deixa uma lacuna muito grande no mundo das artes cênicas, tanto na Bahia, sua terra natal, quanto em todo o Brasil. Seus inúmeros fãs e admiradores estão consternados", declarou o deputado Sandro Régis (PR), que apresentou, na Assembleia Legislativa, moção de pesar.
Régis elogiou a trajetória da atriz natural de Irecê que conquistou a Bahia e depois todo o Brasil, sendo uma das pioneiras atrizes do interior baiano a ter uma carreira de projeção nacional. O parlamentar destaca uma declaração de um dos irmãos da artista, que afirmou que "devemos lembrar dela como alguém que rompeu barreiras e viveu intensamente". O cantor e compositor Carlos Pita ressaltou a identificação da artista com as origens, "apesar do glamour das novelas, ela nunca perdeu as raízes", atestou.
Regina Dourado traz em sua biografia muito sucesso em diversas novelas e peças teatrais, tais como Renascer, Anjo Mal e Los Catedrásticos e Paixão de Cristo – esta última, destacada pelo padre Cicero Furtado de Oliveira, que considerou brilhante a interpretação da atriz no papel de Maria. Na visão do músico baiano Armandinho e do ator Jackson Costa, a intérprete deixou muita coisa boa e sempre abriu portas para os novos atores do cenário baiano que agora estão na TV e no teatro. "Regina veio de um sol dourado", sintetiza, assim, Sandro, a definição percebida pelos fãs da atriz que deixou uma bem-sucedida carreira para os anais da dramaturgia brasileira.
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