Uma justa homenagem a Zumbi dos Palmares, que representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil colonial. Desta forma, o deputado Pedro Tavares (PMDB) definiu o Dia da Consciência Negra, celebrado a cada ano no dia 20 de novembro, em moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia.
A data foi escolhida através do Projeto de Lei nº10.639, no dia 9 de janeiro de 2003, devido à morte de Zumbi, líder do quilombo dos Palmares, no ano de 1695. "Zumbi morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Ele lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo", observou Tavares, no documento.
O deputado lembrou que os negros africanos colaboraram muito, durante a história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos do país. "É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira", acrescentou ele.
Para Pedro Tavares, o Dia da Consciência Negra é uma forma de discutir o assunto da igualdade racial, inclusive no calendário escolar. Ele lembra, no entanto, que o movimento negro já vinha adotando essa data desde os anos 70. "E atualmente ela é a data nacional para promover fóruns, debates e programações culturais sobre o tema", reforçou.
O parlamentar só lamentou o fato de, ao contrário do que acontece em mais de 350 cidades brasileiras, o dia 20 ainda não ser feriado em Salvador. "Mas, de acordo com a prefeitura de Salvador, a cota municipal de feriados já está esgotada."
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