A Comissão dos Direitos da Mulher participa hoje de ato público e conjunto com diversas entidades e ativistas que lutam pelos direitos de gênero: uma caminhada que sairá da Praça da Piedade, às 14h, e irá até o Pelourinho. As mulheres terão como palavra de ordem o fim da impunidade em crimes contra a mulher, bandeira do movimento intitulado 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, que acontece em diversos países e, aqui na Bahia, mobiliza a sociedade com o tema Paz no Lar e Paz no Mundo. A caminhada integra o calendário de atividades que marcam o movimento em Salvador.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada quatro mulheres no mundo é vítima de abusos sexuais por seu parceiro. E quase metade do contingente feminino do planeta morre assassinada por seus parceiros atuais ou anteriores, uma violência que assume diversas formas e vai da agressão física à sexual, passando pelo assédio psicológico e pela coerção. É contra esta situação que as mulheres se mobilizam com apoio, dentre outras entidades e instituições, da Assembleia Legislativa e Governo do Estado.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) se engajou mais uma vez na campanha e assinou seis convênios com organizações da sociedade civil para execução de projetos que visam ao enfrentamento da violência contra a mulher no estado. Os convênios, que somaram cerca de R$400 mil, foram firmados após lançamento de edital público e considerados pela secretária Lúcia Barbosa como uma contribuição importante para a luta pelo fim da violência sexista, "para o fortalecimento da mulher baiana e seu empoderamento verdadeiro".
A Campanha Internacional 16 Dias de Ativismo, que está na sua 22ª edição, teve início nesta segunda-feira, 26, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. O Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) da Universidade de Rutgers, Estados Unidos, em conjunto com milhares de organizações ao redor do mundo, realiza a campanha para exigir o fim da violência contra as mulheres e apelar aos governos para que garantam sua proteção. No Brasil, a ideia é mobilizar a sociedade e promover a atuação conjunta entre governo e justiça, a fim de diminuir a impunidade nos crimes contra as mulheres.
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