O tom da reunião ordinária da Comissão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), ocorrida na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa, foi a busca por apoio dos demais parlamentares, independente de serem membros ou não do colegiado, a fim de que seja alcançado algo de concreto para a obra ferroviária, ainda neste ano. A presidente da comissão, Ivana Bastos (PSD), solicitou empenho de seus pares, presentes à reunião, na conquista desses apoios. "Esta é uma briga do governo, de todos os deputados e de todos os baianos. Se cada um de nós levar um grão de contribuição, esta obra vai andar", afirmou a deputada, que lembrou faltar apenas uma semana para irem a Brasília.
Para o deputado Herbert Barbosa (DEM), se a ferrovia já tivesse acontecido há algum tempo, uma economia efetiva teria sido aferida pela região oeste e por todo o estado. "Em determinados períodos, mesmo não sendo o caso de agora, o custo do transporte de uma tonelada de soja da região oeste para o Porto de Salvador equivale a 50% do valor da própria soja", declarou o parlamentar, salientando que o transporte rodoviário onera o escoamento dos produtos e, também, a recepção de insumos necessários para a prática agrícola.
O deputado Zé Raimundo (PT) louvou o raciocínio do colega democrata, destacando a necessidade de se enxergar os benefícios propiciados pela obra, não só para a Bahia, mas também para todo o país. "Esta ferrovia é para colocar o Brasil dentro do contexto mundial, da competitividade dele", disse e completou: "É claro que as nossas commodities ainda são competitivas no mercado mundial, mas, à medida que temos um custo elevado, é reduzida a taxa de lucro de retorno para a economia brasileira". Como um passo importante para a Fiol, Ivana destacou a emissão da licença prévia do porto: "Isso nos dá uma tranquilidade muito grande, pois sem porto não há ferrovia e sem ferrovia não há porto", frisou a parlamentar, entendendo que os avanços para a efetivação da obra estão acontecendo.
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