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Fabrício e Marcelino levam pesar à família de Niemeyer

Publicado em: 12/12/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputados exaltaram a vida do arquiteto brasileiro
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A família de Oscar Niemeyer vai receber moções de pesar pelo falecimento do arquiteto, encaminhadas pelos deputados baianos Fabrício Falcão (PC do B) e Marcelino Galo (PT), onde resumem a vida e obra de Niemeyer que, "não foi só um artista, mas um homem que orientou e contribuiu para formação de opiniões ligadas à linguagem da arquitetura brasileira e de demais países. Suas obras, muitas delas planejadas gratuitamente, inspiradas em causas que o moviam, refletem seu idealismo humanista. Seu modo de projetar e sua expressão têm características muito importantes de sua criatividade individual", opina Falcão.
Para Galo, a "participação de Niemeyer na vida política do Brasil fez dele um intelectual comprometido com seu tempo. Comunista histórico – filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1945 –, o arquiteto teve seu escritório no Rio invadido no golpe de 1964. Depois de passar por interrogatório na polícia, decidiu morar fora do Brasil". Ele retornou ao Brasil no início dos anos 80, período da anistia dos exilados no governo de João Figueiredo.
Depois de listar inúmeras obras que marcaram a arquitetura brasileira, Marcelino Galo afirma que "apesar de tanto sucesso – recebeu todos os prêmios imagináveis, incluindo o prestigioso Pritzker, em 1988, e a Ordem do Mérito Cultural – Oscar Niemeyer era um homem modesto. Para os íntimos, ele confessou que não conseguia entender a razão de tanta reverência. "Trabalhei muito, fiz meu trabalho na prancheta, como um homem comum...". Esse é o nosso arquiteto, militante político e comunista, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho. Sentiremos muitas saudades", revela o deputado petista.



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