A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa encerrou os trabalhos, na manhã de ontem, na Sala Herculano Menezes, com a apresentação do relatório das atividades desenvolvidas pelo colegiado durante o ano de 2012. O presidente Temóteo Brito (PSD) entregou o relatório final ao tenente coronel Francisco Issa, que no ato representava o comandante-geral da Polícia Militar, Alfredo Castro. "Agradeço o convite, em nome do comandante, e aproveito para afirmar que estamos satisfeitos com a atuação da comissão, pois através desta parceria com a Assembleia, a PM vem escutando os anseios da sociedade", frisou o tenente, reforçando que todas as informações serão transmitidas ao comandante.
Temóteo relembrou as ações realizadas pelo colegiado, como as reuniões ordinárias, audiências públicas, tanto na Casa Legislativa, como no interior do estado, a exemplo da ocorrida na cidade de Teixeira de Freitas. "Cada região tem seu problema. No extremo sul há o agravamento por ser a porta de entrada do desenvolvimento do Norte e Nordeste, do turismo e da violência, com os bandidos que correm do Rio e do Espírito Santo, encontrando Teixeira de Freitas como a primeira cidade para se abrigar", disse o deputado.
Para o deputado João Bonfim (PDT), a região oeste também sofre com problemas de segurança pública, assim como todo a Bahia. "Sabemos da dificuldade que o governo baiano enfrenta com o aumento da criminalidade, o que entendemos ser um problema social e não policial", afirmou o deputado, que acredita não ser eficaz combater a violência com o aumento indiscriminado de policiais nas ruas, mas sim através de medidas que visem a combater as reais causas dessa violência.
Na visão do vice-presidente da comissão, deputado Coronel Gilberto Santana (PTN), existem limitações que dificultam a concretização de uma situação ideal para a segurança pública. "Peço compreensão do povo baiano na dificuldade que o comandante tem em atender a demanda da segurança pública. Temos mais de 110 municípios sem delegado e não está na competência do secretário ou do comandante criar concursos. Isto depende mesmo da estrutura do Estado, se há condições, se há lastro financeiro para o preenchimento desses quadros", declarou. Gilberto ainda ressaltou que todos os esforços continuarão no sentido de oferecer mais segurança à sociedade, e assim, a comissão continuará cumprindo o seu papel de fornecer informações a quem realmente cabe resolver.
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