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Deputado luta por mais direitos para as grávidas cadeirantes

Publicado em: 04/01/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Paulo Azi defende campanha de esclarecimento sobre o assunto nos meios de comunicação
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"Atualmente, temos uma grande divulgação através dos meios de comunicação, de mulheres cadeirantes que buscam informações sobre a gravidez. Entretanto, é importante ressaltar que, embora nos dias de hoje se tenha acesso a diversos meios de informações, ainda pairam dúvidas em relação a este assunto." Assim o deputado estadual Paulo Azi (DEM) justificou seu projeto de lei com o objetivo instituir, no âmbito do estado da Bahia, a campanha de esclarecimentos a respeito da "Gravidez em mulheres paraplégicas e tetraplégicas", junto a todos os meios de comunicação, tanto no Poder Executivo quanto nos demais órgãos da iniciativa privada.
Com base no material publicado, há pouco tempo, em uma revista de grande circulação nacional, a pesquisa denominada Pregnancy for Women with spinal cord injury (Gravidez de mulheres com lesões medulares), coordenada pelo médico americano Phil Klebine da Universidade de Alabama, publicada em 2000, oferece uma lista dos problemas que a grávida cadeirante pode vir a ter. Além da trombose e infecção urinária, podem surgir complicações respiratórias, espasmos musculares e até hiper-reflexia autonômica, que é um aumento severo dos estímulos do sistema nervoso que pode causar hipertensão e sudorese.
Neste caso, de acordo com este estudo ora publicado, os médicos concluem que: "Embora haja riscos de complicações relacionadas à gestação, você pode reduzi-los e administrá-los com cuidados de um pré-natal adequado e um planejamento apropriado". Dessa forma o parlamentar acredita que a realização de uma campanha de ampla divulgação, deverá ser de suma importância para que toda a população, principalmente estas mulheres e mães que apesar das suas limitações e os devidos cuidados, saibam que poderão ter uma vida normal e adequada a esta criança tomando as devidas precauções.
"Os profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas neste assunto, poderão inclusive, passar por um treinamento se necessário for, para que saibam que uma mulher paraplégica ou tetraplégica, não é diferente das demais, ela pode ser mãe também. Algumas limitações são apenas no pensamento de cada um", destacou Paulo Azi.
Caso a proposta seja aprovada, durante a campanha deverão ser ministradas palestras educativas com a distribuição de diversos materiais, como por exemplo panfletos e folders, bem como a realização de pesquisas, parcerias com empresas privadas e junto aos órgãos da área de saúde como também todos aqueles voltados para a área de pessoas com deficiência em todo o estado.



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