Jusmari, organizadora da sessão, falou com emoção sobre o apoio aos excepcionais
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Uma sessão excepcionalmente especial foi realizada ontem na Assembléia Legislativa para festejar os 50 anos de fundação da Associação de Amigos e Pais dos Excepcionais (Apae). O evento foi proposto pela deputada Jusmari Oliveira (PFL) e se revestiu de emoção, nos diversos pronunciamentos e nas apresentações artísticas de alunos das Apaes dos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Correntina. Não é para menos: como explicou a parlamentar pefelista, "se alguém nasceu neste mundo especial foi para mover corações especiais".
Jusmari não lançou palavras vazias. Antes mesmo do início da sessão, ela desfilou pelo plenário cumprimentando uns, abraçando outros e sendo abraçada, a exemplo de dois pequenos alunos da Apae de Luís Eduardo Magalhães. Mas, logo adiante, em um pronunciamento corajoso, contou que esta intimidade não é tão antiga: "Conheci pessoalmente a Apae quando foi implantada em Barreiras, mas eu pensei: jamais vou chegar perto, é preciso ter coragem para participar", contou, confessando que fugiu sempre, até assumir o seu primeiro mandato e passar a manter contato como parlamentar e cidadã.
A partir de então, ela foi se envolvendo com a entidade e, "convivendo fui assumindo compromissos", lembrou, dizendo que hoje não há dia em que não volte seus pensamentos para a Apae e os apaeanos. "É impossível visitar uma Apae e não olhar para nós mesmos e não ver a presença de Deus", definiu. Ela aproveitou sua fala para citar, nome por nome, as pessoas que foram homenageadas durante a sessão por sua contribuição à entidade. Para ela, hoje é fácil defender a associação, mas não era há 50 anos. "Lembro que, quando era criança, as famílias escondiam seus excepcionais", fez um paralelo para mostrar a importância do trabalho das Apaes em todo o país.
O deputado Walmir Mota (PPS) também ocupou a tribuna para falar de sua experiência com a Apae, contando o resgate de uma criança de 12 anos que a entidade de Cachoeiro Paulista fez, quando ainda ele era seminarista: até a interferência da associação, o menor era mantido escondido, rejeitado pela família desde o nascimento, mas, pouco a pouco, a família foi se conscientizando. "Muitas vezes o preconceito começa em casa", alertou, dizendo que o trabalho realizado pelas pessoas envolvidas com a Apae é uma "centelha de amor que atinge muitos corações".
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