Dandara dos Palmares, Luísa Mahin, Mãe Stella de Oxóssi e Makota Valdina foram homenageadas no seminário “Heroínas de ontem e hoje – Pela história de mulheres negras que não serão esquecidas”. O evento aconteceu nesta terça-feira (30) no Auditório Jorge Calmon, da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e faz parte das celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho.
A atividade foi uma realização conjunta entre as secretarias de Promoção da Igualdade (Sepromi), de Políticas para as Mulheres (SPM) e de Cultura (Secult), a Comissão de Promoção da Igualdade da ALBA e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN).
Histórias de resistência, de religiosidade, de luta pelo fim do racismo, sexismo estiveram na pauta do evento. O seminário contou com a participação da secretária de Estado Fabya Reis, da Sepromi; da secretária Julieta Palmeira, da SPM; de Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação; deputada Fátima Nunes (PT), presidenta da Comissão de Promoção da Igualdade da ALBA; deputada Olívia Santana (PCdoB), presidenta da Comissão de Direitos da Mulher; a promotora de Justiça, Lívia Vaz; Rose Mafalda, do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra; e Eva Rodrigues, defensora pública.
O contexto político federal também esteve na preocupação dos presentes. Representantes da sociedade civil falaram sobre a necessidade da resistência. Sobre o assunto, a secretária Julieta Palmeira alertou que a Bahia é o único estado brasileiro que está promovendo eventos pela Década Afrodescendente. Para a secretária, a Bahia atualmente é um marco da resistência contra o racismo e o machismo.
Na oportunidade, a deputada Fátima Nunes garante que ações entre o Executivo e Legislativo baiano tendem a criar políticas de eliminação do racismo e de promoção da igualdade racial. “A Comissão de Promoção da Igualdade é o espaço em que lutamos, resistimos e criamos novas legislações. Precisamos estar presentes e ocupar este importante lugar na Assembleia Legislativa”.
Para Jerônimo Rodrigues, é missão do Estado garantir a presença das heroínas negras nos livros didáticos, para que os estudantes possam conhecê-las e garantir a formação continuada dos professores. Também com a intenção de deixar viva a história dessas grandes mulheres, a promotora Lívia Vaz cobrou a aplicação da Lei 10.639/03 nas escolas baianas. “Difícil pensar no futuro sem conhecer o passado”, disse.
O encontro também foi marcado por um ato de solidariedade às ialorixás Rosilene dos Santos, de Vitória da Conquista, e de Roselina Barbosa, de Alagoinhas, que foram vítimas de intolerância religiosa recentemente. “Nós lutamos para garantir a laicidade do Estado. Ninguém pode achar que a sua religião é única e querer violentar pessoas praticantes de outros cultos”, disparou Fabya Reis.
Segundo a secretária de promoção da igualdade, a violência e racismo religioso têm endereço certo. “Precisamos estabelecer uma energia de amor e respeito contra o ódio institucionalizado”.
Durante o evento, Mãe Rosa de Oxum e Mãe Rosa de Oya foram homenageadas com placas das heroínas negras. Com a presença de Tomázia Azevedo, representante do Ilê Axé Opó Afonjá; de Alice Pinto, representante do Unzó Oniboyá; e da escritora Livia Nathália, o evento debateu a presença de Dandara dos Palmares e Luísa Mahin no livro das heroínas da pátria e a história de Mãe Stella de Oxóssi e de Makota Valdina e suas histórias de lideranças religiosa.
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