Existe um profissional tão importante para a sociedade como qualquer outro, mas que normalmente as pessoas não gostam, por motivos óbvios, de vê-lo no desempenho de suas funções. Por isso mesmo, pouco se se sabe sobre as necessidades e dificuldades concernentes à categoria. Para atenuar a situação, a deputada Ivana Bastos (PSD) está propondo na Assembleia Legislativa a criação do Dia Estadual do Agente Funerário, a cada 17 de março.
“A presente proposição possui o escopo de dar visibilidade e reconhecer a importância da profissão em nossa sociedade”, diz a parlamentar ao justificar a proposição que está tramitando sob o número 24.493/22 desde a segunda-feira (21). A matéria foi publicada hoje no Diário Oficial do Legislativo e se encontra no Departamento de Controle do Processo Legislativo, de onde será encaminhada para a Secretaria Geral das Comissões.
A data escolhida, diz Ivana, se deve ao fato de que em 17 de março se celebra o Dia de São José de Arimatéia, um homem piedoso, que teve o cuidado de dispor do corpo de Jesus e dar a ele um digno enterro. Na ocasião, o Poder Executivo deverá difundir informações sobre o exercício profissional, promover eventos para o debate público sobre os anseios e políticas públicas de apoio à categoria do agente funerário e divulgar iniciativas, ações e campanhas.
“Ao longo de nossa existência, pessoas especiais nos ajudam a seguir a trajetória de vida”, explica Ivana, lembrando que, quando “o inevitável ciclo se fecha, existe uma pessoa especial que acolhe e desempenha seu trabalho com respeito e dedicação ao lado das famílias enlutadas: o agente funerário”.
O Agente Funerário é responsável por diversas atividades e funções que vão desde a remoção e preparação até o sepultamento de cadáveres, principalmente no que se refere a liberar óbitos em órgãos hospitalares e institutos médicos legais, preparar, organizar e executar os funerais; fazer remoção, traslado de cadáveres terrestre ou aéreo; e conduzir o cerimonial de despedidas.
O bom profissional da área, além de todas essas atribuições, ainda o faz no sentido de garantir a dignidade do indivíduo após o seu falecimento e garantir aos seus familiares o conforto necessário em um momento difícil e delicado da vida. “A profissão abrange as formas mais variadas de prestadores de serviços, como o motorista que faz os traslados do corpo, o necromaquiador, o tanatopraxista, que cuida do aspecto e da conservação do corpo, o cerimonialista fúnebre, o vendedor, o que cuida da ornamentação do velório, entre outros.
“Mais do que reconhecer a importância dos serviços prestados pela categoria, este projeto busca lembrar que estes profissionais são felizes no que fazem e estão na profissão por escolheram ser úteis à sociedade e cumprir sua missão ao lidar com o pior momento das pessoas de forma honrosa e humanizada”, enfatiza Ivana. O reconhecimento e agradecimento aos profissionais do serviço funerário, conclui ela, “permite que esses trabalhadores encontrem sentido e beleza na tarefa de cuidar de pessoas tão fragilizadas, em um momento tão difícil”.
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