Com moção de congratulações “ao povo itaberabense” pela passagem do aniversário de 145 anos de emancipação política e administrativa do município, comemorados em 26 de março, o deputado Tom Araújo (DEM) contou que as primeiras movimentações nas terras onde se localiza Itaberaba remontam ao século XVII, “época em que havia alguns confrontos entre portugueses e indígenas, os quais periodicamente desciam ao recôncavo abordando alguns estabelecimentos portugueses”. Foi quando se constatou “a estada de algumas pessoas, sobretudo portugueses, na região”.
Quanto a intensificação do povoamento, disse, ela teria como principal causa a concessão de sesmarias na região, em 1806, “além das Entradas com o objetivo de descobrir ouro na serra do Orobó”. Entretanto, prosseguiu o democrata, “outro forte acontecimento” foi a compra da fazenda São Simão pelo capitão-mor Manoel Rodrigues Cajado, propriedade que, em 1809, passou a pertencer a Antônio Figueiredo Mascarenhas, que lá edificou a casa de oração dedicada à Nossa Senhora do Rosário, “local onde a cidade de Itaberaba está situada”.
Ao prosseguir discorrendo sobre a história da cidade, Tom Araújo enumerou as datas, informando que em 1817 o local já se constituía no Arraial Orobó, vinculado a Cachoeira; que “pela Resolução Provincial nº 195, de 18 de maio de 1843, passou à paróquia, então denominada de Nossa Senhora do Rosário do Orobó, criando-se também através do ato o Distrito da Paz”; que em 25 de março de 1897, “o distrito foi elevado à categoria de cidade com o topônimo de Itaberaba”.
Ao finalizar o documento legislativo, o democrata parabenizou “essa terra e sua gente”, expressando “o desejo de que possam continuar trilhando os caminhos do progresso e do desenvolvimento, sempre com a força e determinação de seu povo, que incansavelmente, através do seu trabalho, eleva a cada dia o nome do município”. Concluiu declinando “votos de que essa terra possa alcançar novas e valorosas conquistas”.
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