A deputada Olívia Santana (PCdoB) prestou solidariedade aos professores e estudantes da rede municipal de ensino de Feira de Santana, que sofreram agressões em manifestação que ocupava o prédio da prefeitura na sexta-feira (01). A parlamentar relatou em moção apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) que o ato foi reprimido com violência por agentes da Guarda Municipal.
“Professores, professoras, estudantes e militantes em defesa da educação municipal foram brutalmente agredidos pela Guarda Municipal de Feira de Santana, após realização de ato e ocupação pacífica por melhorias para a categoria”, afirmou.
Segundo ela, vídeo que circulou nas redes sociais mostra integrantes da Guarda Municipal agredindo manifestantes com cassetetes, gás de pimenta e chegando a ferir gravemente uma das pessoas;
Olívia conta que a categoria decretou greve no dia 31 de março, ocupando o Paço Municipal para exigir direitos e melhores condições de trabalho, como estrutura mínima decente e material adequado para estudantes.
“Ainda no primeiro dia de ocupação, a luz e a água do prédio ocupado foram cortados, e portas foram trancadas para impedir saída e entrada de pessoas. Um militante chegou a ser agredido e levado pela Guarda Municipal, sem ninguém ter notícias dele por quatro horas e ter sido, posteriormente, utilizado como moeda de troca, como parte da negociação para desocupação do prédio”, contou.
Para ela, as práticas são semelhantes às utilizadas pela ditadura militar e que ferem os direitos humanos, valores fundamentais e princípios constitucionais.
A deputada comunista classificou a desocupação como um ato de truculência da prefeitura e da Guarda Municipal. “É inaceitável que trabalhadoras, trabalhadores e movimentos sociais ainda sejam tratados de forma violenta por quem deveria ter o compromisso de proteger”.
Ela lembrou que professoras e professores são muitas vezes mediadores de conflitos em comunidades e defendem uma educação libertadora, para e pela paz, e mesmo assim acabaram sendo vítimas de ações truculentas. “Práticas violentas como as que vimos em Feira de Santana estão se alastrando pelo país com o crescimento de grupos neofascistas, que atentam contra a democracia, que tentam silenciar e oprimir a classe trabalhadora e movimentos sociais que lutam por direitos”, lamentou.
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