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Hilton Coelho se solidariza com Quilombo Quingoma

Publicado em: 19/04/2022 17:21
Editoria: Notícia

Deputado Hilton Coelho (Psol)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
O deputado Hilton Coelho (Psol) apresentou moção de solidariedade aos moradores do Quilombo Quingoma, localizado na zona rural de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS). “Com indignação e temor, nos manifestamos frente a mais um ataque ao Quilombo Quingoma”, afirmou ele, no início do documento apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia.



De acordo com Hilton, na madrugada do dia 13 de abril, homens invadiram a área usando cachorros, que atacaram e feriram uma cabra. Ele contou que não é a primeira vez que isso acontece. Em setembro de 2013, pontuou, homens armados invadiram casas. Em abril de 2018, na madrugada, homens invadiram o território e tentaram forçar a porta de entrada da casa de Dona Ana Lúcia (Donana), deixando cercas derrubadas e arames farpados cortados.



No ano seguinte, em julho, acrescentou o parlamentar, o território foi invadido e barracos e casas de alvenaria queimadas. Em setembro de 2020, a placa que ficava no fundo do Quilombo, nas margens da Via Metropolitana, foi derrubada, apresentando várias perfurações com marcas de tiros. Já em março de 2021, o quilombo sofreu incêndio criminoso, resultando em desmatamento de árvores centenárias e mata ciliar na região que é uma Área de Proteção Ambiental (APA).



Hilton Coelho lembra que, em 2021, foi realizada uma campanha de arrecadação financeira para instalação de grades na Casa do Terreiro do Quilombo Quingoma de Kingoma - uma medida de proteção contra as invasões nas madrugadas. Mas os ataques continuaram. “Sem demarcação do território quilombola não conseguiremos dar fim a este conflito agrário atravessado por machismo e racismo ambiental e religioso”, avalia.



O deputado finalizou o documento exigindo providências do poder público. “O Quilombo Quingoma é matriarcal com protagonismo de mulheres negras. As mulheres são as guardiãs da riqueza natural e ancestral de um território que possui extensão de 1.284 hectares de terras, e que por isso vem sendo ameaçado pela ganância do capital imobiliário, dos especuladores, das construtoras, dos invasores e esse processo violento conta com participação ativa dos governos locais”.



Ele lembrou também que o território possui o título de autorreconhecimento enquanto território quilombola desde 14 de agosto de 2013 pela Fundação Palmares. “A toda comunidade quilombola a nossa solidariedade. Que os órgãos competentes investiguem mais esse caso de invasão e de terrorismo psicológico contra quilombolas em luta pelo direito ao seu território”, concluiu. 


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