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DIRETO DO PLENÁRIO

Publicado em: 08/03/2023 20:20
Editoria: Notícia

Saudações pelo Dia Internacional da Mulher e a eleição para vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) dominaram os discursos na sessão ordinária desta quarta-feira (8) no Parlamento baiano. Logo no início dos trabalhos, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Adolfo Menezes (PSD), anunciou o acordo de líderes para que o rito da sessão fosse abreviado de modo a contemplar logo a ordem do dia, preservando apenas o pequeno expediente.

Hilton Coelho (Psol) exaltou a luta das mulheres pelo seu dia, destacando, entre as mais notáveis lideranças femininas do seu partido, a figura de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, assassinada em 2018 junto com seu motorista, Anderson Gomes. O deputado também revelou voto nulo na escolha para o TCM, mas, originalmente, pensou em votar no colega Fabrício Falcão (PC do B), “cuja candidatura se tornou, infelizmente, inviável”. Para ele, os dois postulantes ao cargo – ex-deputado Tom Araújo e a ex-primeira dama do Estado, Aline Peixoto – representam a “velha política”.


Leandro de Jesus (PL) usou o tempo na tribuna para manifestar seu apoio à candidatura do ex-deputado Tom Araújo e afirmou que a indicação de Aline Peixoto não teria atendido aos requisitos para a função de conselheira. Ao se referir a Tom, ele disse que sequer conhecia o ex-parlamentar, mas decidiu pesquisar a trajetória do político e se convenceu de que ele estaria mais preparado para a tarefa na Corte de Contas.


Robinson Almeida (PT) elencou as principais conquistas das mulheres, defendendo que o Parlamento baiano tem que se dedicar a refletir, cotidianamente, a situação das mulheres na sociedade, como o feminicídio e a equiparação salarial entre homens e mulheres. Ele explicou a escolha do 8 de Março, que homenageia 129 operárias de uma fábrica têxtil, que morreram carbonizadas vítimas de um incêndio intencional, após reivindicarem melhores condições de trabalho, nesta data, no ano de 1957.


Soane Galvão (PSB) destacou o 8 de Março com uma data representativa de luta das mulheres por vários direitos, fazendo uma deferência especial à bancada feminina e à Comissão dos Direitos da Mulher. A deputada também pediu a atenção dos colegas para não romantizar o Dia das Mulheres, já que a data representa a renovação da luta por direitos iguais, como a equiparação salarial, além de reforçar o combate à violência e o feminicídio. Soane Galvão declarou ainda o apoio integral à candidatura de Aline Peixoto ao TCM, a quem elogiou “pela competência e sensibilidade”.


Alan Sanches (UB) subiu à tribuna para deixar claro que críticas à candidatura da ex-primeira dama não residem na questão de gênero, mas sobre a eleição representar a vez de a Assembleia Legislativa indicar um representante no Tribunal. “O embate não é sobre homem ou mulher, é sobre não abrir mão de escolhermos um representante nosso, da Casa”, disse o deputado, defendendo que o nome da postulante fosse colocado quando a indicação estivesse sob a tutela do Executivo. Sanches externou seu apoio a Tom Araújo.

Zé Raimundo Fontes (PT) iniciou agradecendo a Região Sudoeste pela votação, justificando que era seu primeiro pronunciamento na tribuna nesta legislatura. Sobre a disputa à vaga do TCM, o petista afirmou que os dois candidatos estão devidamente qualificados e não cabia aos parlamentares “colocar restrições ao processo de delegação do poder, pois desqualificaria o princípio do voto popular que nos colocou aqui”. Para Zé Raimundo, independentemente do gênero, ou se foi primeira-dama do Estado, importa saber o que o candidato vai fazer “em defesa da ética, do controle social e da valorização dos prefeitos, vítimas, muitas vezes, de um formalismo burocrático”.


Depois de homenagear a esposa e suas duas filhas pelo Dia da Mulher, o deputado Robinho (UB) ratificou a fala de outros colegas, afirmando não ver ‘machismo’ nos questionamentos anteriores e frisou que a indicação ao cargo do TCM é da ALBA. “Eu não vejo questão de machismo nessa discussão. Quando participei da sabatina, entendi que se tratava de dois bons nomes. Um para ser secretária da Saúde e outro para ser conselheiro do TCM”, afirmou.


Fabíola Mansur (PSB) lembrou que, passada a celebração do 8 de Março, “que vem sempre cheio de protagonismos”, as diversas pautas na defesa dos direitos da mulher perdem força. Por isso, a socialista cobrou de todos o empenho cotidiano de estar, na resistência e luta, com os movimentos sociais e de mulheres. Para Mansur, a discussão da vaga do TCM foi contaminada por ‘comentários machistas’, já que “ambos os postulantes tiveram pareceres, que tratava das competências regimentais e legais, aprovados à unanimidade na CCJ”.




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