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Curso de oratória disponibilizou técnicas para enfrentamento do medo de falar em público

Publicado em: 12/05/2023 11:02
Editoria: Escola do Legislativo

Instrutora interna, a professora universitária Tataitá Rebouças informou que foi usada "uma metodologia de alto impacto, que exige energia do orador"
Foto: CarlosAmilton/AgênciaALBA
O encerramento do “Curso de Oratória de Alto Impacto”, promovido pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), oportunizou aos inscritos enfrentar seus receios e improvisar excertos de explanações ao microfone, no Auditório Jornalista Jorge Calmon, na tarde desta quinta-feira (11). Ministrado pela servidora Tataitá Rebouças, instrutora interna que é professora universitária com especialização em comunicação, o curso de capacitação reuniu assessores de gabinetes e funcionários de setores da Casa, que conheceram, em quatro dias de vivência, técnicas para falar em público.

Tataitá Rebouças explicou que o curso abordou técnicas para combater a chamada glossofobia, que é o pavor de falar em público. A professora descreveu alguns sintomas, e respectivas sugestões para aliviá-los durante a apresentação, tais como a ansiedade momentos antes da oratória, tremor nas mãos, mãos geladas, náuseas, dor de barriga, entre outros. “Usamos uma metodologia de alto impacto, que exige energia do orador. Nós estruturamos o curso falando sobre a glossofobia e como enfrentá-la, usando, inclusive, uma técnica que está muito em voga, que é o uso do ‘storytelling’, quando usa uma história para poder conduzir”, explicou a palestrante.

A instrutora citou, entre oradores vistos no curso, o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella, “que é um orador que admite seu sotaque”; o professor Clóvis Barros, “que tem como marca o uso do palavrão”; e o falecido escritor Ariano Suassuna, “que utilizava piadas e humor nas palestras”. Ela explicou que foram 12 dinâmicas ao longo do curso, finalizando, nesta quinta-feira, em um simulacro de evento no auditório da ALBA, com mesa e cada participante usando o púlpito para falar em público, de improviso, sobre o tema que escolheu.

Durante a dinâmica, o poema “O Bicho”, de Manuel Bandeira, serviu para iniciar os trabalhos, colocando em prática os ensinamentos sobre gestual, entonação, postura e pausas. Depois, escolhendo conteúdo com maior familiaridade, cada orador seguiu para fazer sua breve explanação. Ivan Cardoso, do setor da Taquigrafia da ALBA, preferiu seguir com poesia, declamando os versos de Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes. O advogado Olímpio Mello falou da sua preparação para sustentação oral no Tribunal Regional Federal, em Brasília, frustrada pela dispensa de sua fala.

Assim seguiram outras pequenas explanações, com alguma desenvoltura, enfrentando o microfone e aplicando as técnicas estudadas. Como a secretária parlamentar Silvia Machado, que tratou do Dia da Conscientização sobre a Fibromialgia, celebrado nesta sexta-feira, 12 de maio; a jornalista Joana D’Arck, que falou da origem de seu nome e seu primeiro livro, baseado nas memórias de sua mãe; ou a servidora Mônica Lins, que escolheu, “como recomeço”, fazer uma leitura, como resposta a seu medo, o qual julga ter iniciado ao ser interrompida quando lia para colegas de primário.
A gerente do departamento pedagógico da Escola do Legislativo, Yuriko Guimarães, fez questão de acompanhar o desempenho dos alunos, concordando com a sugestão da maioria, de ampliar a carga horária do curso, que foi de 12 horas. A gestora também prometeu rever os dias da semana em que são ofertados os cursos ao público interno, para não competir com a agenda de trabalhos da Casa.



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