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Povoado de Jitaí quer ser de Retirolândia

Publicado em: 17/04/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão de Assuntos Territoriais ouviu da população de Jitaí que prefere Retirolândia
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A população do povoado de Jitaí, vinculado atualmente ao município de Conceição do Coité, sentiu ontem, durante a audiência pública realizada no Plenarinho da Assembléia Legislativa e requerida pelo deputado Edson Pimenta (PC do B), que finalmente terá sua grande pretensão atendida. Os 600 habitantes do povoado, na sua maioria afro-descendentes, saíram entusiasmados ao final da reunião da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação.
O povoado de Jitaí pertence legalmente a Conceição do Coité, mas na prática encontra-se há muitos anos integrado ao município de Retirolândia – município, aliás, da preferência da população do povoado.
Os deputados Edson Pimenta (PC do B) e Joélcio Martins (PMDB), com o intuito de solucionar mais um dos inúmeros conflitos dessa natureza existentes entre os municípios baianos, apresentaram projeto de lei na Assembléia, contemplando o velho desejo dos moradores de Jitaí. Entretanto, devido ao Projeto de Emenda Constitucional nº 13, que ainda tramita no Congresso Nacional para devolver aos Estados o direito de criação e definição de limites de novos municípios, o projeto em nível estadual para ser sancionado pelo governador Jaques Wagner terá que contar com o anuência dos dois municípios.
O deputado Emério Resedá (PSDB), vice-presidente da comissão e representante de Conceição do Coité, propôs inclusive a realização de uma audiência pública em Jitaí para que o presidente da comissão, deputado João Bonfim (DEM) e todos os membros do colegiado possam conhecer a situação de Jitaí e a vontade unânime da sua população, que enviou muitos representantes para a reunião de ontem.
O deputado Joélcio Martins (PMDB), também filho de Conceição do Coité, destacou a importância da população de Jitaí ser atendida no seu velho desejo, ficando definitivamente incorporado ao município de Retirolândia. O deputado João Bonfim, por sua vez, fez questão de destacar que não haverá prejuízos nem lucros para os dois municípios em termos de liberação de verbas, como para saúde e educação, o que facilita uma decisão consensual. Também participaram da reunião representantes do IBGE e SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais), vereadores, líderes comunitários, prefeitos e vice- prefeitos, dentre outros convidados.



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