A Escola do Legislativo, a Assembleia de Carinho e a Procuradoria da Mulher promoveram, na tarde dessa quarta-feira (30), no plenarinho da Casa, um encontro com a finalidade de discutir sobre a realização de um simpósio sobre a inclusão de pessoas neurodiversas. O evento está previsto para setembro deste ano.
A reunião contou com a participação da gerente do Departamento Pedagógico da Escola do Legislativo, Yuriko Guimarães; da presidente da Assembleia de Carinho, Tanisia Cunha; de Daiane Santana, da Procuradoria da Mulher; da advogada Luciana Guimarães, e das mães de adolescentes com transtorno de espectro autista, Rosinédia Pereira e Alialda Xavier.
Segundo a presidente da Assembleia de Carinho, a reunião foi importante por trazer conhecimento, pela escuta das demandas das mães presentes e pelas orientações jurídicas sobre leis que envolvem as crianças atípicas. “O objetivo, aqui, é buscar uma forma de intermediar essas questões para a implementação de políticas públicas. A gente está aqui como parceiros sensibilizados com a situação de vocês e para ver como é que a gente pode caminhar juntos”, disse.
Por meio da advogada Luciana Guimarães, as pessoas tiveram acesso a informações sobre a necessidade de inclusão de pessoas com transtornos diversos nas unidades escolares, direito a acompanhamento especial e capacitado, tratamento médico, entre outras demandas. “Um simpósio sobre o assunto é fundamental para compartilhar esses conhecimentos do Direito. Além de conhecer o texto frio da lei, as pessoas que têm autistas dentro de casa tem que entender como buscar esses direitos, porque é possível”, colocou.
A ideia do simpósio, de acordo com Yuriko Guimarães, nasceu da intenção da Escola do Legislativo de fazer um trabalho focado na inclusão educativa, promovendo a discussão sobre a importância do atendimento adequado a estudantes atípicos nas escolas públicas, buscando propor estratégias para a inclusão efetiva e o suporte necessário a esses estudantes. A iniciativa sintonizou com a primeira ação da Assembleia de Carinho, já sob o comando de Tanisia Cunha, um encontro na ALBA com grupo de mães de pessoas com transtorno de espectro autista, realizado em abril.
AJUDA
As mães dos adolescentes com TEA definiram a reunião como “abertura de um leque e uma válvula de escape”, por compartilhar suas dificuldades e para saber como o poder público e a sociedade podem ajudar. “Hoje, as dificuldades que enfrentamos é mais por conta de falta de informação e do descaso da sociedade e dos governantes com as pessoas com deficiência. É muito importante a gente estar interligada com os três poderes, para que tenham conhecimento da nossa causa e possam nos ajudar. O simpósio é um primeiro passo nesse sentido”, afirmou.
Na organização do congresso, além da Escola do Legislativo e da Assembleia de Carinho, estão a Procuradoria Especial da Mulher e o Departamento de Saúde da ALBA.
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