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Alex propõe políticas para enfrentar a Sepse

Publicado em: 31/07/2025 08:46
Editoria: Notícia

Deputado Alex da Piatã (PSD)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

A Sepse, na Bahia assim como em outras regiões do país, representa um grave problema de saúde pública que precisa de atenção imediata. Essa é a convicção do deputado Alex da Piatã (PSD), autor de projeto de lei que acaba de ser apresentado na Assembleia Legislativa. A proposição institui justamente o Programa de Prevenção à Sepse como Política Pública no Estado.

São seis as diretrizes das políticas públicas propostas. A primeira está relacionada às medidas de prevenção no atendimento básico de saúde. Outra é promover a adoção de procedimentos padronizados baseados em conhecimentos científicos, treinamentos dos profissionais, bem como ainda, utilização de produtos de boa qualidade, buscando capacitação por estratégias de prevenção e redução de infecções, inclusive aquelas decorrentes do fluxo da corrente sanguínea, associados a utilização de cateter venoso central e também os riscos biológicos do ambiente cirúrgico hospitalar.

Promover a conscientização dos profissionais, pacientes, familiares, visitantes e a população em geral sobre as medidas de prevenção de infecção, além de estabelecer mecanismos de controle, monitoramento e avaliação das ações fazem parte também das diretrizes. Instituir avaliação efetiva do paciente quando da fase inicial do atendimento, estabelecendo os protocolos necessários e adoção de critérios para o melhor manejo de verificação e aplicabilidade dos protocolos para organizar dados consistentes da literatura médica completam a lista de diretrizes.

“Pesquisas indicam um aumento preocupante tanto na incidência quanto na mortalidade por sepse em pessoas idosas, que apresentam maior risco de complicações e óbito quando estão hospitalizadas”, disse o parlamentar. Ele aponta particularmente as infecções que se verificam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Um dado relevante apresentado na justificativa ao projeto é de que a taxa de mortalidade por sepse mais alta afeta especialmente homens com mais de 80 anos que vivem na região Centro-Leste do Estado.

“A Sepse é uma das principais causas de morte em UTIs”, afirmou, apontando o tempo prolongado de internação intensiva como fator agravante. “Identificar os sinais da Sepse o quanto antes é essencial para iniciar o tratamento rapidamente e, assim, reduzir a mortalidade”, explica, defendendo que se invista em diagnósticos rápidos e tratamento eficaz.

Para enfrentar o problema, Alex da Piatã considera fundamental conscientizar por meio de campanhas e ações educativas voltadas à população e aos profissionais de saúde. “São indispensáveis para melhorar o reconhecimento dos sintomas e salvar vidas”, define.



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