O deputado Roberto Carlos (PV) apresentou, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei propondo que a Ponte Vaza Barris, em Uauá, passe a ser denominada de Ponte Prefeito Olímpio Cardoso Filho. O parlamentar justificou a homenagem ao ilustre filho do município, nascido em 12 de outubro de 1937, considerando que “o político foi o sopro de esperança que a cidade não sabia que precisava”.
Filho de Celina Rodrigues Cardoso e Olímpio Joaquim Cardoso, Olimpinho, como era carinhosamente conhecido, “cresceu entre os valores da simplicidade, do trabalho honesto e do amor pela sua terra natal”. Desde os primeiros passos, lembrou o legislador, ele “carregava nos olhos o brilho de quem sonhava alto, mas sem jamais perder o chão da humildade”. Estudou no tradicional Colégio Marista, em Salvador, onde deu início à sua trajetória acadêmica. Formou-se engenheiro civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), especializando-se em Engenharia Sanitarista.
Olímpio Cardoso Filho trabalhou no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), ingressou na Embasa por concurso público e, “com mérito e competência, chegou ao cargo de diretor da empresa, deixando um legado de grandes obras e iniciativas que transformaram realidades por toda a Bahia”. Roberto Carlos salientou, porém, que “foi na política onde o coração de Olimpinho falou mais alto, com o compromisso de servir ao povo, consagrando seu nome como um dos grandes líderes da história de Uauá”.
Foi vereador em 1979, presidente da Câmara Municipal, e três vezes prefeito do município, exercendo os mandatos de 1983 a 1988, 1993 a 1996, e 2013 a 2016. “Olímpio Filho governou com o olhar atento aos pequenos, com mãos que erguiam e com palavras que acolhiam”, descreveu o vice-líder do Governo na Casa Legislativa da Bahia, instituição onde também atuou, “unindo saber técnico e sensibilidade social em defesa das causas do sertão”.
O engenheiro civil também foi um dos fundadores da tradicional Exposição de Caprinocultura em 1972, evento que se tornaria símbolo de resistência, identidade e fortalecimento econômico para os produtores da região. Criou e apoiou entidades como a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia e a Associação Uauaense de Criadores de Caprinos e Ovinos, entidades que até hoje mantêm viva a força do campo. Em tempos de reforma agrária, o político doou terras de suas propriedades para que famílias do município pudessem recomeçar a vida.
O autor do PL definiu Olimpinho como “um homem grande nos gestos, generoso nas atitudes, que nunca virou as costas a quem batia à porta de sua casa, que estava sempre cheia de vida e vozes, um espaço de acolhida, partilha e calor humano”. Guardião da cultura popular, o prefeito Olímpio Cardoso Filho, levou em 1986 o São João de Uauá para a praça, democratizando o acesso à festa mais querida do povo nordestino. Incentivou alvoradas, promoveu cafés da manhã comunitários, patrocinou artistas, escritores, músicos de pífano, geógrafos e todos aqueles que “faziam da cultura uma extensão da alma uauaense”.
Olimpinho deixou viúva Dona Marlene Ribeiro Cardoso, com quem era casado desde 21 de setembro de 1984, e a filha Vitória Cardoso Almeida. De acordo com o deputado, ele foi boêmio, culto, apaixonado por sua cidade, vivendo intensamente os grandes movimentos culturais que marcaram a identidade do povo de Uauá. “Foi amigo fiel, político articulador e homem sensível às dores e às alegrias da sua terra. Seu nome não será apenas lembrado, mas também reverenciado, pois Olímpio Cardoso Filho não pertence apenas à sua família ou ao seu tempo, pertence à história viva do município, às memórias afetivas do povo e ao orgulho de um legado que ainda pulsa os corações, concluiu o parlamentar.
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