Na matéria, a parlamentar ressaltou o trabalho do artista baiano de Santa Inês, batizado Raimundo Bispo dos Santos, que, por mais de 40 anos, atuou como educador de dança, coreógrafo e pesquisador dos fundamentos da dança afro, “explorando relações entre os mitos afro-brasileiros, a dança dos orixás, a capoeira e a dança”, um dos responsáveis pela formação dos principais nomes da dança afro na Bahia, como Zebrinha, Augusto Omolu, Armando Pequeno e Paco Gomes.
“Neste território dominado pelo imaginário ocidental e clássico, King se desenvolveu como dançarino, se especializou como coreógrafo e fundou as bases de uma dança afro-brasileira, se tornando uma referência nacional e internacional”, afirmou.
A comunista destacou a atuação do homenageado, como cantor e capoeirista no grupo Viva, e dançarino no Grupo Folclórico Olodum - depois Olodumaré, e mais tarde, Brasil Tropical -, com o qual realizou turnê pela Alemanha.
Em 1972, foi o primeiro homem a cursar Dança numa universidade da América Latina, a Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (Ufba), formando-se em 1976 e especializando-se em coreografia em 1988. “Durante sua estada na Ufba, nos anos 1970, pesquisou sobre os movimentos simbólicos dos orixás, modificando os temas de trabalho da Escola de Dança, até então vinculados ao ensino da dança europeia, clássica ou moderna”, relatou.
Além da Escola de Dança da Ufba, a proponente citou várias instituições nas quais Mestre King se destacou como professor de dança, a exemplo do Sesc - onde formou o Grupo Folclórico Balú e a Companhia Brasileira de Danças Populares -, o Colégio Estadual Duque de Caxias, Colégio Estadual Severino Vieira. Nos anos 1990, ministrou aulas em estúdios e universidades norte-americana como Stanford University, University of California (Ucla), em Los Angeles, New York University e Columbia University. Participa do Brazilian Dance Concert at Stanford.
Com a proposta de dar o nome de Mestre King ao prédio em questão, Olívia pretende eternizar a história de um dos principais fundadores da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e criador do Núcleo de Pesquisa em Dança Afro, AGÔ, “ampliando a preservação da sua memória e de seu legado, de forma simples, bonita e justa”, argumentou.
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