As mudanças históricas nas relações de trabalho foram debatidas na nesta terça-feira (6) em um evento realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Aberto ao público, o Encontro Estadual do Trabalho reuniu profissionais que atuam com pesquisa, formulação e execução de políticas públicas relacionadas ao tema do evento. O encontro, realizado pelo Governo do Estado, foi aberto pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães.
Logo depois, o economista Marcio Pochmann proferiu uma palestra com o tema “Para onde vai o Trabalho”. Pochmann fez um resgate histórico das relações de trabalho no Brasil e no mundo. Mas também olhou para o futuro e manifestou sua preocupação com a desindustrialização do país. “O Brasil está se transformando num grande fazendão. E uma grande fazenda não gera emprego”, afirmou ele. Segundo o palestrante, a indústria de transformação no Brasil, atualmente, gera uma receita que equivale a apenas 72% das receitas de uma empresa como a Toyota, quando, há quarenta anos, essa indústria gerava um valor quatro vezes maior que o das receitas da Toyota. “Essa regressão industrial produtiva teve impactos inegáveis na sociedade que temos”.
Durante a tarde, ocorrem dois painéis temáticos. O primeiro deles abordou a “Reforma Trabalhista e seu impacto no Brasil”, com representantes da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 5ª Região (Amatra), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Central Sindical e Popular Conlutas, da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Em seguida, entra em pauta “Condições de Trabalho e Regulamentação do Trabalho Doméstico”, com a participação da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos (Sindoméstico), Central única dos Trabalhadores, Força Sindical e Nova Central.
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