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Galo pede requalificação do Passeio Público, Teatro Vila Velha e Palácio da Aclamação

Publicado em: 14/09/2022 18:19
Editoria: Notícia

Deputado Marcelino Galo (PT)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
O deputado Marcelino Galo (PT) sugeriu, através de indicação ao Governo do Estado, a criação de um centro de cultura e arte a partir da requalificação do complexo Passeio Público, Teatro Vila Velha e Palácio da Aclamação, situados na capital baiana. A iniciativa – encaminhada pelo Legislativo baiano ao governador Rui Costa e à secretária estadual da Cultura, Arany Santana – foi concebida, segundo o parlamentar, por diversos movimentos sociais ligados à luta por democracia, direitos sociais, cultura e arte na Bahia, que encabeçam o projeto intitulado “Viva a Liberdade”.

Segundo o documento, o projeto “Viva a Liberdade” possui como marco temporal o Bicentenário da Independência em 2022, os 200 anos da Independência da Bahia em 2023, os 60 anos da fundação do Teatro Vila Velha e 60 anos do início da resistência à Ditadura Militar em 2024. A indicação descreve que as melhorias servirão para instalação de um centro de efervescência cultural e artística, de referência das lutas de emancipação popular por direitos, cidadania e pela promoção da vida.

O petista citou os movimentos que, de uma forma ou outra, lutaram e lutam por direito à liberdade e reconhecimento social: “De Cipriano Barata aos Malês, da libertação dos escravizados ao movimento de afirmação dos direitos das mulheres, da resistência à ditadura às lutas socioambientais, o ‘Viva a Liberdade’ pode articular, documentar e repercutir todo este longo e permanente processo de afirmação dos direitos e defesa da liberdade como valor fundamental”.

Na indicação, ele sugere que o centro cultural, entre outras coisas, deve contar com acervo com grande utilização de meios digitais, documentando e celebrando a memória de todas as lutas e seus atores; instalações, exposições, espetáculos e eventos de discussão, estudos, reverberação e solidariedade às lutas na atualidade; rede de articulação com movimentos e centros de memória e direitos humanos do Brasil e de todo o mundo, tais como, o Tortura Nunca Mais, o Museu do Holocausto e o Museu do Apartheid; envolvimento das comunidades do entorno do Passeio

Público, com suas lutas e questões; além de equipamentos e feiras demonstrativos de boas práticas, inclusão, impacto social e sustentabilidade.

“O ‘Viva a Liberdade’ pode ser um irradiador, uma referência para os que ainda sonham com uma verdadeira república, justa e solidária, enfrentando tempos difíceis de desesperança, desestruturação e fascismo e, portanto, se propõe a trabalhar a unidade na nossa diversidade, fortalecer pelos compartilhamentos nossos movimentos, tornando cada luta uma luta comum a todos”, escreveu Marcelino Galo.


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