A música dá o tom da exposição Minhas Canções, que o artista plástico baiano Augusto Santos apresenta até a sexta-feira (7) no Saguão Josaphat Marinho da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA). Nessa que é a primeira mostra individual do pintor, os quadros abstratos, em acrílica sobre tela, receberam nomes inspirados em obras musicais que permeiam e influenciam o seu pensamento estético.
Contraste entre cores, traçados geométricos ou livres de amarras, texturas e superposição de imagens evocam o espírito do vento e do mar em telas que foram associadas, segundo o autor, ao new age de Jean Michel Jarre, ao rock progressivo de Pink Floyd ou à música baiana de Jerônimo e Luiz Caldas, entre outros exemplos.
“Eu trago (para a ALBA) um recorte das coisas que eu faço, de uma série mais fria, mais decorativa, até uma série mais quente, mais voltada para a força do vento, sempre falando da influência da música no meu processo criativo, que é a influência da música na nossa vida, no nosso jeito de ser e de perceber a vida, de melhorar nosso astral, de equilibrar nossa vida. Uma forma da gente compreender a nossa existência”, explica Augusto.
Autodidata e natural de Salvador, o artista trabalhou por 8 anos na gestão da Caixa Cultural na capital baiana, quando manteve contato com múltiplos segmentos artísticos, como dança, música e teatro. O convívio com exposições de grandes mestres das artes visuais despertou o seu desejo pela pintura, com o início de uma sólida produção há cerca de dois anos, em período bastante reflexivo durante a pandemia, sempre embalado por uma eclética trilha musical.
“A música é um processo muito forte, e eu trago essa influência, tanto que a grande parte dos trabalhos tem o nome de uma música. Pode ser o nome de uma música ou uma banda que ficou muito presente durante o processo criativo”, diz Augusto, que ainda destaca a satisfação de trazer suas obras para exposição na ALBA. “Para mim, é uma honra ter o meu trabalho exposto aqui na Casa do Povo, na Casa da Democracia”.
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