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Escola do Legislativo promove palestra sobre comunicação

Publicado em: 19/10/2022 17:15
Editoria: Escola do Legislativo

Palestra Comunicação Não-Violenta nas Relações de Trabalho foi proferida pelo casal Daniella e José Maria Dutra
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

Como parte das comemorações da Semana do Servidor, a Escola do Legislativo da ALBA patrocinou, na manhã desta quarta-feira (18), a palestra Comunicação Não-Violenta nas Relações de Trabalho proferida pelo casal Daniella e José Maria Dutra, especialistas no assunto. A preleção foi integrativa, recheada de dinâmicas que chamaram a assembleia à participação e à troca de sentimentos e experiências.


A Comunicação Não-Violenta, como explicam seus seguidores e o site oficial do Instituto CNV Brasil, “é uma prática que propõe uma nova forma de se relacionar e que apresenta ferramentas úteis para superar os desafios que aparecem nas nossas relações que são causados pela forma que nos comunicamos, ou até mesmo pelo que deixamos de falar por medo do conflito”.


No ambiente de trabalho esses desafios são inúmeros. Como exemplificou Daniella Dutra, o julgamento é um dos entraves comumente verificados neste ambiente e se manifesta, por exemplo, quando colegas se encontram pela primeira vez e não se gostam de imediato. Ao julgar, disse, criamos uma “comunicação alienante” que limita o entendimento da totalidade da pessoa, por natureza multifacetada, e criamos barreiras interpessoais.


A Comunicação Não-Violenta não sugere que devemos parar de julgar, mas prega como objetivo o reconhecimento de que, “quando verbalizamos os nossos julgamentos, diminuímos as chances de sermos compreendidos. E que quando falamos sobre o que de fato aconteceu, aumentamos as chances de seguir em uma conversa produtiva com a outra pessoa”.


Outro exemplo citado pela palestrante diz respeito ao tempo gasto nas relações de trabalho na tentativa de encontrar-se quem está certo e quem está errado, baseando-se na dicotomia tradicional de que o erro merece punição, enquanto ao acerto reserva-se a recompensa, deixando-se de observar os inúmeros detalhes e meandros existentes entre esses dois extremos.


Por isso, um dos focos da CNV é a escuta, e ela se divide, de acordo com esta filosofia, em quatro tipos: a falsa, quando não se presta atenção, de fato, ao que o outro diz; a seletiva/simpática, quando se escuta de maneira superficial, mas aparentemente alegre e otimista; a escuta intelectual/empatia cognitiva, quando quem ouve tenta se colocar no lugar de quem fala, mas, em verdade, não estabelece esta conexão e, por fim, a escuta empática, quando, realmente quem ouve se concentra no outro e apenas nele.


A CNV Brasil sugere alguns exercícios para quem quer começar a praticar a Comunicação Não-violenta, que inclui questionamentos básicos: O que de fato aconteceu? O que foi feito ou dito? O que eu estou sentindo? O que é importante para mim? Quais necessidades estão vivas aqui? Qual o próximo pequeno passo? Eu tenho um pedido para outra pessoa ou para mim? Essa prática, garantem os adeptos da CNV, “pode transformar o resultado da sua próxima conversa”.


A Comunicação Não-Violenta foi sistematizada pelo psicólogo Marshall Rosenberg, que escolheu esse nome inspirado nos trabalhos de resistência não-violenta de Gandhi e Martin Luther King. Na Bahia, a CNV teve como pioneiros os palestrantes convidados pela Escola do Legislativo, que há 9 anos facilitam e desenvolvem estudos e vivências que aprofundam os conhecimentos da Comunicação Não-violenta. Eles também são os criadores de três metodologias para esta prática : o Berçário de Conflitos; Cartografia Relacional e Colmeia CNV.


Ao final da palestra, a Escola do Legislativo sorteou inúmeros prêmios com os servidores da ALBA, que têm atividades programadas em comemoração à Semana do Servidor até a próxima sexta-feira.





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