O deputado Roberto Carlos (PV) apresentou moção de pesar pela morte do poeta Luiz Galvão, aos 87 anos, ocorrida no último dia 22, em São Paulo. “Nascido em Juazeiro, Luiz Galvão fundou em 1968, em parceria com Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor, o grupo Novos Baianos”, contou o parlamentar, ressaltando que “sua trajetória na música popular brasileira é extensa”.
No documento protocolado na Secretaria-Geral da Mesa da Assembleia Legislativa, o parlamentar cita que são os versos de Galvão que se cantam, por exemplo, em "Acabou Chorare", "Preta Pretinha" e "Mistério do Planeta".
Conterrâneo de João Gilberto, conhecia o precursor da Bossa Nova desde a adolescência, “o que permitiu que, quando os Novos Baianos fossem para o Rio de Janeiro após realizarem É ‘Ferro na Boneca’, em1970, em São Paulo”. Foi no Rio que todos do grupo receberam influência direta do mestre baiano, culminando no álbum mais aclamado deles, “Acabou Chorare”, em 1972. “Esse álbum foi apontado pela revista Rolling Stone Brasil, em 2007, como o maior disco brasileiro de todos os tempos”, ressaltou.
Além da música, Galvão é autor de três livros: “Novos Baianos: A história do grupo que mudou a MPB”; “João Gilberto: a bossa” e “Anos 80: A história de uma amizade na década perdida”. “Quero manifestar a minha solidariedade aos seus familiares e amigos, em especial aos seus amigos e fãs”, disse Roberto Carlos.
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