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A arte das mandalas fica em cartaz na Assembleia até quinta-feira

Publicado em: 07/11/2022 17:18
Editoria: Notícia

Harmonia, perfeição, sensibilidade: tudo junto e misturado na exposição “Pontos que Contam”, iniciada nesta segunda-feira (7), no Saguão Josaphat Marinho, Espaço Cultural da Assembleia Legislativa. Diretamente de Irecê, no sertão baiano, para a capital Salvador, foi a primeira vez que a artista Elizabete Moitinho resolveu apresentar ao público o seu trabalho, composto de 14 mandalas, 9 móbiles e 10 incensários, um conjunto de peças produzidas com utilização da técnica de pontilhismo.

A maior das mandalas, uma obra com 1 metro de diâmetro, chama a atenção de quem passa logo na entrada da Casa das Leis. Feita sob encomenda, e já vendida pelo valor de R $ 1.200, retrata Metatron, o arcanjo considerado braço direito e porta-voz de Deus na Terra, uma espécie de mediador entre o céu e os humanos. A mandala é uma forma geométrica de conexão entre o homem e o cosmo, que surgiu no século VIII, na Índia, espalhando-se posteriormente pela China e Japão, sendo um tipo de pintura difundida pelos monges budistas. “Significa um círculo sagrado, um portal de energia que emana dela, pois a mandala fala pra você. As cores influenciam nesse tipo de energia e eu coloco toda a minha vibração nas cores, de modo que as pessoas possam sentir o poder e a emoção dessa arte milenar”, salientou a artista.

Suspensos no espaço por meio de fios, os móbiles se caracterizam pela leveza e equilíbrio, mas sempre em movimento. Um dos modelos mais bonitos da mostra simboliza a água, a terra, o fogo, o ar e o éter, os elementos da natureza em sintonia com o universo. Já os incensários, pequenos círculos de MDF recheados de cores vibrantes, são recipientes onde se queimam as substâncias aromáticas em homenagem aos deuses. A arte do pontilhismo tem sido um constante aprendizado para a antiga comerciária que trabalhava em uma loja de produtos agropecuários na sua cidade natal e jamais havia imaginado ter aptidão para a pintura. “Durante a pandemia, eu passei um período muito difícil, fui demitida do emprego, fiquei muito ansiosa e com receio de recomeçar a vida, aos 56 anos. Através das redes sociais, achei interessante essa técnica, fiz um curso online, no início foi muito difícil, porque exige muita atenção e dedicação, mas com luta consegui chegar a esse nível”, destacou Elizabete, que começou esta atividade profissional em abril de 2021.

Instrumentos usados por dentistas e também pelas manicures têm a denominação de boleadores. São eles que, nas mãos de Elizabete Moitinho, se transformam nos milhares de pontinhos que circundam as mandalas, móbiles e incensários expostos até a próxima quinta-feira (10), para a apreciação de parlamentares, servidores e visitantes da ALBA. Durante esta semana, enquanto a exposição acontece, será produzida em tempo real uma mandala, que deverá ser sorteada. Uma das peças de Elizabete Moitinho também será doada ao acervo do Programa de Exposição de Obras de Arte da Casa Legislativa, como um reconhecimento por impulsionar os novos talentos da Bahia. “Antes só havia mostrado meu trabalho para familiares e amigos. Dava quase tudo de presente. Eu me sinto muito honrada, é um privilégio estar aqui, fazendo minha estreia como artista. Posso dizer que curei minha ansiedade, melhorei muito minha paz espiritual e estou feliz”, finalizou.







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