A rica história de Nazaré, que neste dia 10 de novembro comemora 173 anos de emancipação política e administrativa, foi contada pelo deputado Pedro Tavares (UB), em moção de congratulações à população do município apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Segundo Tavares, até o ano de 1561, data em que o bispo D. Pedro Leitão fez a primeira visita pastoral ao interior da Bahia, nada se sabia sobre o povoamento da bacia do Jaguaripe.
“Tem-se notícia de que, mais tarde, o padre Luís de Grã penetrou aquele rio, partindo da ilha de Itaparica e segundo ao longo da costa até o sul, onde fundou as aldeias de S. Miguel de Taperaguá e Macamamu”, afirmou o deputado.
Tavares acrescentou que, apesar de já existir a aldeia de Santo Antônio dos Índios de Jaguaripe, o povoamento da região só se iniciou, em 1563, com colonizadores portugueses. Entre os quais, Antônio Ribeiro (dono de sesmaria concedida por Mem de Sá), Gabriel Soares, Diogo Sande e Fernão Cabral de Ataíde.
“Este, provavelmente, o primeiro a penetrar no território do atual município de Nazaré, estabeleceu, no local onde hoje está o bairro da Condição, um engenho, aldeando índios e negros em torno da igreja que construiu”, afirmou.
Por volta de 1585, acrescentou Tavares, era acentuado o desenvolvimento do núcleo populacional, graças à atividade de Fernão Cabral.
Segundo frei Vicente do Salvador, a fama desse colonizador era tão grande que o governo de Manuel Teles de Menezes o encarregou do Engenho Jaciru, da defesa dos habitantes da Capitania de Ilhéus, invadida pelos Aimorés.
“Mas tendo permitido a prática da seita denominada santidade, foi Fernão Cabral condenado à sentença misericordiosa: 2 anos de desterro fora do Brasil. Supõe-se que este fato teria contribuído para a decadência da povoação”.
O autor da moção lembrou ainda o fato curioso na história do município que é a designação que Ihe deram, em face do desenvolvimento de sua indústria agrícola de produção de farinha - Nazaré das Farinhas.
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