Os 182 anos de emancipação política de Vitória da Conquista foram lembrados na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pelo deputado José de Arimateia (Republicanos). Em moção de congratulações e aplausos, ele parabenizou a população e saudou o dia 9 de novembro como uma data de alegria e comemoração, “pois este querido município completa mais um ano de existência”.
No documento, ele discorreu sobre a história do município, cujo território teria sido habitado pelas tribos Mongoyó, Ymboré e Pataxó. A presença de portugueses e mestiços na região, contou o parlamentar, estaria ligada à exploração de ouro e à ocupação do território pelo bandeirante João Gonçalves da Costa, conhecido “como um conquistador violento e dizimador de aldeias indígenas”. Embora não encontrando o ouro pretendido, ocupou a região e fundou o Arraial da Conquista, “às custas da derrota dos povos indígenas”.
Em 1752, prosseguiu Arimateia, ocorreu a batalha “que entrou para a história de Vitória da Conquista como uma das mais importantes”. Naquele ano aconteceu uma fatídica luta entre os soldados de João Gonçalves da Costa e os índios. Os soldados, já fatigados, buscavam forças para continuar o confronto. Diante da fraqueza de seus homens, João Gonçalves teria prometido a Nossa Senhora das Vitórias construir uma igreja naquele local, caso saíssem dali vencedores. “Essa promessa foi um estimulante aos soldados que, revigorados, conseguiram cercar e aniquilar o grupo indígena que caiu, no alto da colina, onde foi erguida a antiga igreja, demolida em 1932”.
O enfrentamento se prolongou até o século XIX, com diversas estratégias dos portugueses contra os índios, que sucumbiram. No final do século XVIII, o Arraial da Conquista se resumia a uma igreja e algumas dezenas de casas. Naquele tempo, de acordo com a moção do parlamentar, ainda existiam matas densas com fauna e flora bastante ricas. A paisagem começaria a mudar com a chegada dos primeiros rebanhos bovinos. As matas foram derrubadas para dar lugar aos pastos e o Arraial virou passagem para o gado levado pelos tropeiros de Minas Gerais ao litoral. A cidade ia crescendo lentamente.
Em 1840, ano em que o Arraial foi elevado à condição de Vila Imperial da Vitória, as poucas casas haviam se multiplicado. A vila elevou-se à categoria de cidade em 1891, quando passou a se chamar Conquista. Em 9 de novembro daquele ano foi instalada a Câmara de Vereadores, sendo esta a data escolhida para o dia da cidade.
Em 1920, Conquista já era considerada uma cidade grande. Dezesseis distritos foram integrados à sede. O comércio se destacou, não só para a população local, mas para os moradores de municípios vizinhos. A localização geográfica era favorável ao comércio e Conquista tornou-se conhecida em outras regiões do Estado. Nos anos 40, se intensificou o comércio e o crescimento da população. É quando o município passa a se chamar Vitória da Conquista.
Em 1963, a abertura da Rio-Bahia impulsionou ainda mais o crescimento da
cidade, hoje considerada “a terceira maior” do Estado, atrás apenas de Salvador e Feira de Santana, e a quarta do interior do Nordeste. Conquista é “o sexto maior PIB baiano, com mais de 7 bilhões de Produto Interno Bruto em 2018”. Portanto, “nada mais justo e oportuno” que a cidade ser homenageada, “em face de toda a sua história e grande representatividade no Estado da Bahia”, concluiu Arimateia.
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