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Robinson Almeida condena ação militar dos EUA na Venezuela

Publicado em: 05/01/2026 17:10
Editoria: Notícia

Robinson classificou ação dos EUA como uma 'invasão violenta'
Foto: Vanner Casaes/AgênciaALBA

Em moção apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Robinson Almeida (PT) condenou a operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano no último sábado (3). No documento, ele classificou a ação como uma “invasão violenta”, motivada por interesses econômicos nas riquezas naturais do país vizinho. A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.

“No início do novo ano, os EUA atacam a Venezuela e sequestram o presidente Maduro. Utilizam os velhos métodos para manter o seu império. Invadem países soberanos com a falácia do combate ao tráfico de drogas ou outra desculpa esfarrapada, depõem governos para se apossar das riquezas e exercerem controle geopolítico sobre regiões estratégicas”, afirmou Robinson Almeida, na moção.

Para o deputado, o principal interesse por trás da operação é controle das reservas petrolíferas venezuelanas, que estão entre as maiores do mundo. Na avaliação dele, a ação não pode ser dissociada da disputa por recursos estratégicos nem da tentativa de reposicionar a influência dos Estados Unidos na região.

Na moção, o parlamentar responsabiliza diretamente o presidente norte-americano, Donald Trump, pela escalada do conflito e classifica a iniciativa como inaceitável. “É inaceitável a violenta invasão promovida por Trump”, afirmou, ao manifestar solidariedade ao povo venezuelano diante do que definiu como uma agressão externa.

O deputado destacou ainda que o episódio representa uma ameaça mais ampla à soberania e à democracia dos países latino-americanos. Para ele, a resposta a esse tipo de ação deve envolver articulação política e mobilização popular em toda a região. “Toda solidariedade ao povo venezuelano. É preciso resistência popular no Brasil para preservar a soberania e a democracia em toda a América Latina”, concluiu.
 


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