Quinta-feira , 30 de Junho de 2022

HOMENAGEADO

CIDADÃO BAIANO

ANA MONTENEGRO (ANA LIMA CARMO)

Legislatura: 15 - 2003/2007
Parlamentar: Não
Forma de entrega: A terceiro
Pessoa de recebimento: Dep. Lídice da Mata
Data da sessão: 13/04/2005
PROPONENTE(S) DA HOMENAGEM
MOEMA ISABEL PASSOS GRAMACHO
JUSTINIANO ZILTON ROCHA
YULO OITICICA PEREIRA
JOSE CARLOS DOURADO DAS VIRGENS

DADOS DA BIOGRAFIA*

Nome: Ana Montenegro (Ana Lima Carmo)
Profissão: Advogada, Jornalista, Poetisa e Escritora
Nascimento: 13/04/1915, Quixeramobim, Ceará
Falecimento: 30/03/2006
Filiação: Paul Elpídio Vaughnesse e Lila Vaughnesse Correia Lima
Sexo: Feminino
Cônjuge: Alberto Carmo
Personalidade Política: Não
FORMAÇÃO EDUCACIONAL Formou-se em Ciências Jurídicas, Sociais e Letras, Rio de Janeiro - RJ.
ATIVIDADE PROFISSIONAL Trabalhou nos periódicos "O Momento e Selva", editados em Salvador-BA, 1944-1947. Ativista do Movimento de Mulheres, foi fundadora da União Democrática de Mulheres da Bahia, 1945, onde atuou até 1964. Participou da Fundação da Federação de Mulheres do Brasil, organização ligada do PCB, da Liga Feminina do Estado da Guanabara, criada em 1959 e do Comitê Feminino Pró-Democracia. Teve papel ativo na criação do jornal Momento Feminino, editado por cerca do 10 anos, a partir de 1947, pelo Movimento de Mulheres Comunistas. Colaboradora de jornais Carioca, Correio da Manhã e Imprensa Popular. Participação da Comissão Feminina de Intercâmbio e Amizade e da Liga de Defesa Nacional Contra o Facismo. De 1959 a 1963, foi cronista das revistas Problemas e Estudos Sociais e da Rádio Mayrink Veiga, no ano seguinte assumiu o cargo de redatora da revista Mulheres do Mundo Inteiro, editado em francês, alemão, espanhol, árabe, inglês e russo. Assinava seus artigos com o pseudônimo de Ana Montenegro. No PCB, participou da Frente Nacionalista Feminina, 1950 até 1964. Em 1964 foi exilada, residiu no México e depois na Europa. De 1964 a 1979 foi membro da Comissão da América Latina pela Federação Democrática Internacional das Mulheres. Retornou ao Brasil em 1979, para Salvador, assumindo funções na direção nacional do PCB, sempre lutando pelos direitos humanos e pelos direitos da mulher. Durante o exílio, trabalhou em organismos internacionais, como a UNESCO e a ONU, participando de congressos, conferências e seminários pelo mundo.
CONDECORAÇÕES Medalha Tomé de Souza, 1995; Prêmio Nacional de Direitos Humanos, 2002.
OBRAS E TRABALHOS Redatora da Revista "Mulheres do Mundo Inteiro", órgão da FDIM - Federação Democrática Internacional de Mulheres. Escreveu vários trabalhos sobre a saúde da mulher, seus direitos sócio-econômicos e jurídicos-culturais sobre a luta dos negros, contra o racismo, sobre os problemas e luta dos trabalhadores urbanos e rurais à luz da Constituição Federal, 1988. Tempo de Exílio; Uma história de lutas; Carlos Marighela: O homem por trás do mito; "Ser ou não ser feminista" e "Mulheres - Participação nas lutas populares", Crônicas e Poemas.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Resolução nº 1306 - 12/12/2002. Foi 1ª mulher a ser exilada.
MISSÕES: Militante Ativa no Partido Comunista Brasileiro - PCB, dirigente do Comitê Central.
* As informações dos perfis biográficos dos homenageados são atualizadas até a data de entrega da Condecoração

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