Na sua última exposição do ano, a Escola do Legislativo trouxe para o Espaço Cultural Josaphat Marinho a obra do artista plástico Adalício Alves. Natural de Riachão do Jacuípe, ele faz, na Assembleia Legislativa da Bahia, sua primeira exposição individual, composta por 10 peças em cerâmica e madeira, técnica que utiliza em resgate do “trabalho secular” de santeiros espalhados pelo mundo.
Adalício expõe 10 imagens sacras (9 em cerâmica e uma em madeira) com tamanhos variáveis entre 29 cm e 68 cm, esta última de Nossa Senhora do Parto, a única imagem que recebeu uma camada de tinta sobre a argila. Apresentando uma “técnica própria, com toque inteiramente pessoal”, o artista baiano dedica-se a estudar fotografias antes de manusear a cerâmica, de forma a estabelecer o volume e a dimensão de cada detalhe, como aconteceu com a imagem de Nossa Senhora da Conceição da Praia, à venda na exposição.
Esta, inclusive, é a única peça que Adalício Alves pretende replicar a partir da forma de gesso pedra que construiu. Todas as demais são únicas, exclusivas. O artista também realiza trabalho de restauro de imagens sacras em madeira, reproduzindo o método de douramento executado por antigos santeiros.
Desde a infância, em Riachão do Jacuípe, Adalício trabalha com argila, modelando esculturas de animais e, posteriormente, figuras humanas, evoluindo para as atuais imagens sacras. Aos 15 anos passou a confeccionar presépios. Aprendeu a técnica de douramento e policromia na escultura, seguindo o modelo de mestres antigos, que hoje aplica em suas peças de madeira.
Ao ressaltar a importância e relevância do jovem artista, a coordenadora do Espaço Cultural Josaphat Marinho, Maritza Novato, destacou o trabalho profícuo realizado pela Escola do Legislativo em 2022. Ainda que tenha sido “um ano atípico em função das eleições e de contratempos inesperados”, o saldo é bastante positivo, considerou. Foram 24 exposições individuais e uma coletiva, que trouxeram “vários artistas à Casa do Povo”, em uma importante ação de divulgação dos seus trabalhos, concluiu.
Segundo Maritza Novato, estes artistas são “muito agradecidos à Assembleia Legislativa pela divulgação da sua arte” e por lhes proporcionar “o que lá fora nenhum outro setor oferece”. Para o também coordenador das exposições, Aldinho Mendonça, “fechamos o ano com chave de ouro”.
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