A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promoveu, na manhã desta sexta-feira (2), a oficina de panetone e metrone (pão metro com massa de panetone) exclusiva para dependentes dos servidores da Casa. A atividade foi realizada pela Escola do Legislativo, através do Programa de Empregabilidade, e foi financiado com recursos adquiridos por meio do Programa de Reciclagem e Educação Socioambiental (Reciclalba). A capacitação foi desenvolvida em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), responsável pela aula executada na cozinha do restaurante da ALBA.
Segundo Iramir Morais, coordenador do Programa de Empregabilidade, o objetivo da oficina é favorecer o desenvolvimento do empreendedorismo e a inserção no mercado de trabalho. “No período natalino, há uma forte demanda de panetones. E existe uma expectativa no mercado de aumento de 50% da demanda em relação a 2021”, contextualizou o dirigente.
Iramir ainda frisou que a oficina vai capacitar os participantes para realização de panetones artesanais, considerados mais saborosos do que os industrializados. “Nesse cenário, existe uma vantagem competitiva enorme para quem faz essa oficina com o Senac, que é uma empresa com muita expertise nessa área”, afirmou o coordenador.
A oficina foi ministrada por Adriana Sciarretta, instrutora de educação profissional do Senac, entidade responsável pela capacitação e certificação dos alunos. “Aqui, ensinamos às pessoas a fazerem um panetone tradicional simples, que é possível fazer no forno de casa e pode ser comercializado. Nesta oficina, a gente ensina todas as técnicas desde o começo, como fazer a esponja, depois qual ponto da massa e também como colocar na forma adequadamente, assar e decorar para vender no Natal”, detalhou.
Ainda segundo Adriana, se o aluno for aplicado e buscar mais conhecimentos além da oficina, ele estará capacitado para o mercado de trabalho ou para adentrar ao mundo do empreendedorismo. “Nós ensinamos o básico, mas depois o participante vai treinar em casa e aperfeiçoar cada vez mais”.
Dentre os 15 inscritos na oficina, 12 confirmaram a participação na atividade de capacitação. Nadjara Rocha já havia participado de uma oficina realizada pelo programa no mês de junho sobre bolos juninos. Devido ao sucesso que teve com as receitas aprendidas na primeira experiência, ela chegou cedo para a nova imersão. “Eu já trabalho na área de produção alimentícia, faço panetones, salgados e pão metro. Só que aqui temos uma nova receita, é algo diferente que vem para agregar ao que já produzo”, contou.
Jonas Guedes também trabalha no ramo de cozinha e viu na oficina uma oportunidade para ampliar seus conhecimentos. “Esse é um aprendizado que vem somar, pois esta capacitação é essencial nesse universo de muito desemprego. Isso aqui pode resultar numa ideia para empreender”, apontou.
Já Luciane Lino, por sua vez, não trabalha no ramo de confeitaria ou de cozinha, mas destacou também a oportunidade de aprender algo novo para aplicar no seu cotidiano. “É sempre bom aprender a fazer coisas novas, e o mais importante é que eu posso trabalhar, tornar isso um meio de sobrevivência e, quem sabe, já ganhar um dinheirinho”, indicou.
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